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Turismo

- Publicada em 21h12min, 31/01/2021.

Cambará do Sul espera crescimento na economia com concessão de parques

Aparados da Serra e Parque da Serra Geral receberão investimentos de R$ 260 milhões

Aparados da Serra e Parque da Serra Geral receberão investimentos de R$ 260 milhões


SECRETARIA De TURISMO DE CAMBARÁ do sul/DIVULGAÇÃO/JC
Carlos Villela
A concessão dos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, aprovada em leilão no começo de janeiro, é vista pela administração de Cambará do Sul como uma oportunidade única. "A concessão vai ser a redenção desse município", diz o prefeito municipal, Ivan Borges (MDB).
A concessão dos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, aprovada em leilão no começo de janeiro, é vista pela administração de Cambará do Sul como uma oportunidade única. "A concessão vai ser a redenção desse município", diz o prefeito municipal, Ivan Borges (MDB).
"O desenvolvimento vem automaticamente. Nós estamos com uma projeção de 250 mil visitantes para 1 milhão de visitantes", diz o prefeito. "À medida que tiver infraestrutura e as condições necessárias para receber o turista, a tendência é só crescer o município". Segundo ele, como consequência dessa concessão, investidores estão indo ao município sondando áreas de terra para instalações de novos empreendimentos, como hotéis e restaurantes. A empresa vencedora, a paulista Construcap, apresentou proposta de R$ 20,5 milhões, com investimentos estimados de R$ 260 milhões ao longo de 30 anos.
Borges explica que o acesso ao Parque da Serra Geral é de propriedade municipal e já está parcialmente asfaltado, com dinheiro vindo do governo federal, faltando 8 km para a conclusão. Já a estrada que leva ao Itaimbezinho é estadual e, segundo Borges, à época da proposta de concessão havia um comprometimento por parte do governo do Estado em destinar um valor específico à obra, assim como uma união de esforços de deputados para destinar emendas parlamentares.
A expectativa maior da administração é que a concessão dos parques traga, por tabela, um aumento de arrecadação, especialmente para uma cidade com problemas de caixa. "O município está com aproximadamente R$ 22 milhões em dívidas, em um orçamento de praticamente R$ 25 milhões", afirma Borges. "Claro que este ano não vai acontecer isso (o aumento de arrecadação) e temos que nos virar com as verbas que temos, mas quando a concessão iniciar, vai gerar ISS e ITBI, na medida em que as empresas se instalarem ,e aí as coisas começarão a fluir", acredita o gestor.
De acordo com Borges, a concessão do parque traz à cidade um "bom problema", que é a necessidade de investir em infraestrutura. A cidade tem pouco mais de 6,5 mil habitantes, com previsão de aumentar à medida em que as melhorias forem chegando junto com a concessão. Ele explica que a RGE tem um projeto de fazer duas novas subestações com investimento de R$ 30 milhões e que vai gerar 50 empregos diretos. "Esses R$ 30 milhões vão trazer um incremento na receita de ISS, então as coisas estão começando a andar. Não é só o bom que vai vir, mas os problemas que temos que nos precaver". Ele cita como exemplo os problemas de saneamento e falta de água enfrentados por Gramado, a principal cidade turística do Rio Grande do Sul, como um alerta para que o desenvolvimento de Cambará do Sul ocorra de forma sustentável para a população e para os turistas.
Ainda não há como definir uma data para o início da atuação da empresa vencedora nos parques, visto que há um recurso de outra empresa participante na licitação. Para Borges, se deve aguardar a decisão sobre o recurso e, caso este seja declarado improcedente, se habilite a empresa ganhadora a começar os procedimentos. Entretanto, além do recurso administrativo, há sempre a possibilidade de levar para a esfera judicial, algo que o prefeito diz que é impossível prever. "Por enquanto estamos em um ponto de interrogação, mas a expectativa é que se resolva logo, porque tão logo resolvido imediatamente eles (a empresa vencedora) começam", diz.
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