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Petróleo

- Publicada em 17h10min, 28/01/2021. Atualizada em 17h12min, 28/01/2021.

Petróleo fecha em queda com preocupações por Covid-19, apesar de dólar fraco

O Brent para abril teve queda de 0,77% (-US$ 0,43)

O Brent para abril teve queda de 0,77% (-US$ 0,43)


ROBYN BECK/AFP/JC
Os contratos mais líquidos de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira (28) com o mercado atento à situação da pandemia de coronavírus e após subirem ontem diante da queda dos estoques nos Estados Unidos. Notícias envolvendo novas restrições à circulação, a disseminação de novas variantes e atrasos na vacinação global preocupam investidores e prejudicam os preços do petróleo, uma vez que a lenta recuperação da economia enfraquece a sua demanda global. O recuo da commodity energética ocorreu mesmo com o enfraquecimento do dólar ante rivais, o que em tese favoreceria o petróleo por deixá-lo mais barato a negociadores de outras divisas.
Os contratos mais líquidos de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira (28) com o mercado atento à situação da pandemia de coronavírus e após subirem ontem diante da queda dos estoques nos Estados Unidos. Notícias envolvendo novas restrições à circulação, a disseminação de novas variantes e atrasos na vacinação global preocupam investidores e prejudicam os preços do petróleo, uma vez que a lenta recuperação da economia enfraquece a sua demanda global. O recuo da commodity energética ocorreu mesmo com o enfraquecimento do dólar ante rivais, o que em tese favoreceria o petróleo por deixá-lo mais barato a negociadores de outras divisas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para março caiu 0,96% (-US$ 0,51), a US$ 52,34 o barril. Já o Brent para abril teve queda de 0,77% (-US$ 0,43), a US$ 55,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
O recrudescimento da pandemia de coronavírus foi o principal fator a movimentar os ativos de petróleo hoje. A Alemanha deve se juntar a Portugal em breve na decisão de banir viajantes do Brasil para conter os casos locais de covid-19, afirmou um ministro alemão, em lista que também incluirá britânicos, portugueses e sul-africanos.
Também na Alemanha, um grupo de cientistas disse que o uso da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford deve ser contraindicado a pessoas acima de 65 anos, parcela da população que faz parte dos grupos prioritários de imunização. As preocupações quanto ao processo de vacinação se estendem ainda a toda a União Europeia, que ontem, após o fechamento dos mercados em Nova York, informou que falhou em resolver o impasse envolvendo o cronograma de entrega de vacinas da AstraZeneca ao bloco.
Para o Commerzbank, outro fator que segue pressionando o petróleo é a agenda climática do governo dos Estados Unidos após a posse do presidente Joe Biden. Ontem, o democrata assinou um decreto que suspende novas concessões federais para petróleo e gás no país e elimina subsídios a combustíveis fósseis.
"A euforia inicial provocada pelos dados de estoque ontem evaporou rapidamente. Está se tornando cada vez mais claro que o foco nas energias renováveis e na proteção do clima será uma das principais prioridades da política externa e de segurança dos EUA. Isso provavelmente não apenas diminuirá a produção de fontes de energia fóssil no país, mas, acima de tudo, diminuirá a demanda por esse tipo de fonte energética. Os EUA ainda são, de longe, o maior consumidor mundial de petróleo", afirmou o banco alemão, em relatório divulgado a clientes.
Agência Estado
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