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mercado financeiro

- Publicada em 12h26min, 26/01/2021.

Ibovespa ignora indefinição externa e renova máximas com privatização no radar

Às 12h26min, o Ibovespa subia 1,37%, aos 118.988,09 pontos

Às 12h26min, o Ibovespa subia 1,37%, aos 118.988,09 pontos


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Depois de uma abertura discreta, o Ibovespa passou a renovar máximas, testando os 119 mil pontos, com a máxima alcançando 119.167,14 pontos. Embora os desdobramentos da Covid-19, que tem reacendido cada vez mais o debate de retomada do auxílio emergencial, continuem a apoiar prudência entre os investidores, as palavras do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje, parecem ter agradado.
Depois de uma abertura discreta, o Ibovespa passou a renovar máximas, testando os 119 mil pontos, com a máxima alcançando 119.167,14 pontos. Embora os desdobramentos da Covid-19, que tem reacendido cada vez mais o debate de retomada do auxílio emergencial, continuem a apoiar prudência entre os investidores, as palavras do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje, parecem ter agradado.
Às 12h26min, o Ibovespa subia 1,37%, aos 118.988,09 pontos, após máxima aos 119.167,14 pontos.
Em meio a temores de paralisação da agenda de privatizações, o presidente reforçou hoje o compromisso do governo de avançar nessa pauta, além de falar em medidas para melhorar o ambiente de negócios. "Pretendemos acelerar os leilões de concessões e privatizações, em especial, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que tem uma carteira de projetos estratégicos de longo prazo, baixo risco e com taxas de retorno atraentes e estáveis", declarou.
"O governo começa a dar um sinal, uma indicação um pouco diferente, de comprometimento do teto de gastos, e isso é muito importante", afirma o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, lembrando que se é necessário colocar mais medida de auxílio para a população enfrentar a pandemia de Covid-19, que se dê condicionantes para isso.
Como o esperado, as ações da Eletrobras reagiram em queda ao anúncio de saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior. Os recuos expressivos até fizeram com que os papéis PNB entrassem em leilão no início dos negócios. Depois, reduziram a velocidade de queda (-4,68%). Já ON cedia 6,91%. Em contrapartida, as ações da BR Distribuidora, onde o executivo deverá trabalhar, lideram a lista de maiores altas do Ibovespa, com quase 14%.
Para Eduardo Cubas, sócio da Manchester Investimentos, o discurso alinhado de Bolsonaro e Guedes agradou pois até então a direção adotada era outra, "numa indicação de intervencionismo". "A ideia de que o auxílio emergencial é um gasto emergencial, para conter a pandemia e que não deve se tornar um benefício permanente agrada. Para isso, o governo pretende cortar gastos. Além disso, a indicação de encaminhamento da agenda de reformas, de privatização foi bem recebida", avalia.
Apesar da valorização do Ibovespa na volta do feriado ontem, quando a Bolsa ficou fechada por causa da celebração dos 467 anos da cidade de São Paulo, os entrevistados fazem ponderações. "O mercado está dando o benefício da dúvida hoje. Vamos ver se a comunicação desta terça se transformará em atitudes", afirma Cubas.
Além disso, o quadro externo inspira cuidados em meio aos desdobramentos dos efeitos da pandemia de Covid-19. "Infecção por Covid-19 em diferentes países, medidas restritivas, vacinação demorada e necessidade por mais estímulo fiscal e monetário", diz o economista-chefe do banco digital ModalMais, Álvaro Bandeira.
"Internamente, há essa forte pressão política contra Bolsonaro e a saída de Ferreira Júnior faz com que a possibilidade de privatização se alongue. A capitalização da empresa bem como de outras companhias é necessária", afirma Bandeira. Ele acrescenta ainda a crescente onda de manifestos pedindo a saída do presidente da República, Jair Bolsonaro, como fonte de influência nos negócios. No fim de semana, houve protestos pedindo a saída do mandatário, sob o argumento de que ele agiu com negligência na condução da pandemia de Covid-19, agravando a crise.
Agência Estado
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