Porto Alegre, quinta-feira, 29 de abril de 2021.
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Mercado Financeiro

- Publicada em 19h16min, 11/01/2021.

Bolsas de NY fecham em baixa, em meio a avanço da Covid-19 e crise política

O Dow Jones fechou em baixa de 0,29%, em 31.008,69 pontos, o S&P 500 teve recuo de 0,66%

O Dow Jones fechou em baixa de 0,29%, em 31.008,69 pontos, o S&P 500 teve recuo de 0,66%


marcello Casal Jr./ABR/JC
As bolsas de Nova York fecharam em baixa, em meio à cautela nos mercados pelo avanço da Covid-19, que segue registrando recordes de mortes e novos casos, ofuscando as notícias da vacinação. Além disso, as tensões políticas em Washington trazem incertezas ao mercado em meio a um turbulento final de mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O papel das redes sociais na crise está sendo monitorado, e as ações de Facebook e Twitter se destacaram entre as principais perdas neste pregão.
As bolsas de Nova York fecharam em baixa, em meio à cautela nos mercados pelo avanço da Covid-19, que segue registrando recordes de mortes e novos casos, ofuscando as notícias da vacinação. Além disso, as tensões políticas em Washington trazem incertezas ao mercado em meio a um turbulento final de mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O papel das redes sociais na crise está sendo monitorado, e as ações de Facebook e Twitter se destacaram entre as principais perdas neste pregão.
O Dow Jones fechou em baixa de 0,29%, em 31.008,69 pontos, o S&P 500 teve recuo de 0,66%, aos 3.799,61 pontos, e o Nasdaq teve queda de 1,25%, aos 13.036,43 pontos.
Nos EUA, a Califórnia ultrapassou a marca de 30 mil mortes causadas pela Covid-19. O país já registrou mais de 22 milhões de casos de Covid-19 e mais de 370 mil mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins. O cenário ofusca o avanço da vacinação, que nesta segunda-feira contou com o presidente eleito Joe Biden tendo a segunda dose da vacina injetada.
Investidores acompanham os desdobramentos das cenas de violência na última quarta-feira no Capitólio. Nesta segunda, democratas apresentaram à Câmara dos Representantes o artigo de impeachment de Trump, acusado de ter incitado os protestos, que causaram pelo menos cinco mortes. O cenário ofusca o otimismo para a aprovação de novos pacotes fiscais, esperados com o governo de Biden.
O FBI enviou um memorando para as forças policiais americanas alertando sobre possíveis protestos armados nos 50 Capitólios estaduais a partir de 16 de janeiro. Além disso, o Departamento de Segurança Nacional divulgou uma declaração afirmando que antecipou para o dia 13 de janeiro o início das operações especiais em virtude da posse de Biden, que anteriormente começariam apenas na véspera, dia 19.
A crise política levou grande atenção aos papéis das empresas de tecnologia. O Twitter, que baniu a conta de Trump na última sexta-feira, viu seus papéis caírem mais de 10% na abertura do mercado. A chanceler alemã Angela Merkel chamou de "problemática" a decisão da rede, e outros líderes afirmaram que é o momento de pensar em regulações sobre o papel das big techs.
As ações do Twitter fecharam em baixa de 6,41%. Com decisões parecidas sobre restringir Trump, o Facebook também viu seus papéis terem baixa, de 4,01%. Apple e Amazon, que limitaram a rede social Parler de suas plataformas por conta do possível incitamento à violência em meio aos acontecimento em Washington, também tiveram queda, de 2,32% e 2,15% respectivamente.
As ações da Ford subiram 3,33%, em dia que a empresa anunciou o fim de três fábricas no Brasil. A Boeing fechou em baixa de 1,48% após a queda de um avião de sua frota na Indonésia no final de semana. No plano farmacêutico, os papéis da Eli Lilly fecharam em alta de 11,74% em meio a resultados positivos sobre seu medicamento contra Alzheimer. A Pfizer teve ganho de 1,72%, em dia que foi anunciada a expansão das doses produzidas em parceria com a BioNTech contra a Covid-19 em 2021 para 2 bilhões.
Agência Estado
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