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Conjuntura

- Publicada em 09h39min, 11/01/2021. Atualizada em 11h07min, 11/01/2021.

IPCA para 2020 passa de 4,38% para 4,37%, projeta Boletim Focus

Ao manter a Selic em 2,00% ao ano, Copom preparou o terreno para possível elevação dos juros

Ao manter a Selic em 2,00% ao ano, Copom preparou o terreno para possível elevação dos juros


Marcello Casal Jr/Agência Brasil/JC
Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. No Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (11), pelo Banco Central, a mediana para o IPCA no ano passado foi de alta de 4,38% para 4,37%. Há um mês, estava em 4,35%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,32% para 3,34%. Quatro semanas atrás, estava em 3,34%.
Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. No Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (11), pelo Banco Central, a mediana para o IPCA no ano passado foi de alta de 4,38% para 4,37%. Há um mês, estava em 4,35%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,32% para 3,34%. Quatro semanas atrás, estava em 3,34%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.
A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
Os economistas também alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021. A mediana das previsões para a Selic neste ano foi de 3,00% para 3,25% ao ano. Há um mês, estava em 3,00%. No caso de 2022, a projeção foi de 4,50% para 4,75% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.
Em dezembro passado, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou o terreno para possível elevação dos juros em 2021. O motivo é que as projeções de inflação estão se aproximando das metas perseguidas pelo BC nos próximos anos. A avaliação é de que a instituição poderá acabar com o chamado "forward guidance" (ou prescrição futura, na tradução do inglês).
Adotado em agosto, o "forward guidance" é uma indicação técnica do BC de que não pretende elevar os juros se a inflação seguir sob controle e o risco fiscal não se alterar. O problema é que, nos últimos meses, a inflação ao consumidor está mais salgada, puxada por aumentos de preços em itens como alimentos e energia. Ao avaliar o cenário, o BC afirmou que "em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas". Na prática, se retirar esta mensagem técnica de suas comunicações, o BC ficará mais livre para elevar os juros se achar necessário.
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções de médio prazo no Focus (Top 5), a mediana da taxa básica em 2021 foi de 3,00% para 2,88% ao ano, ante 3,13% de um mês antes. A projeção para o fim de 2022 no Top 5 permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. No caso de 2023, seguiu em 4,75%, igual a quatro semanas antes.
PIB de 2021 passa de +3,40% para +3,41%
Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A expectativa para a economia no ano passado passou de retração de 4,36% para queda de 4,37%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 4,41%. Para 2021, o mercado financeiro também alterou levemente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,40% para 3,41%. Quatro semanas atrás, estava em 3,50%.
Câmbio para fim de 2021 permanece em R$ 5,00
O relatório divulgado na manhã desta segunda-feira mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2021. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,00, ante R$ 5,03 de um mês atrás. Já para 2022, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio permaneceu em R$ 4,90, ante R$ 4,95 de quatro pesquisas atrás.
Agência Estado
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