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Petróleo

- Publicada em 17h45min, 05/01/2021.

Petróleo fecha em alta de quase 5% com corte na oferta da Arábia Saudita

O contrato do WTI para fevereiro subiu 4,85%, a US$ 49,93 o barril

O contrato do WTI para fevereiro subiu 4,85%, a US$ 49,93 o barril


VITORIA VELEZ/AFP/JC
Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta de quase 5% nesta terça-feira (5), após a Arábia Saudita anunciar um corte voluntário de 1 milhão de barris por dia em sua produção nos meses de fevereiro e março. Depois de um impasse com a Rússia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, grupo conhecido como Opep+, chegou a um acordo sobre a oferta da commodity energética.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta de quase 5% nesta terça-feira (5), após a Arábia Saudita anunciar um corte voluntário de 1 milhão de barris por dia em sua produção nos meses de fevereiro e março. Depois de um impasse com a Rússia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, grupo conhecido como Opep+, chegou a um acordo sobre a oferta da commodity energética.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para fevereiro subiu 4,85%, a US$ 49,93 o barril, depois de ter atingido a marca de US$ 50 por barril durante o pregão, pela primeira vez desde fevereiro. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para março avançou 4,91%, a US$ 53,60 o barril.
"O resultado líquido é que a produção do grupo no primeiro trimestre será significativamente menor do que parecia provável após a reunião de dezembro da Opep+, o que aumentará os preços", avalia o analista de commodities James O'Rourke, da Capital Economics. A consultoria britânica espera que o preço do Brent chegue a US$ 60 por barril no final de 2021.
O ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman Al Saud, disse em coletiva de imprensa que o corte na produção de petróleo do país é "preventivo". A redução voluntária da oferta da commodity, de 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março, será mais do que suficiente para compensar um aumento na produção de países como a Rússia e o Casaquistão. A decisão ocorre em meio a uma escalada da pandemia, causada por variantes mais transmissíveis do coronavírus, que já levou o Reino Unido e a Alemanha a decretarem novos lockdowns.
"Somos os guardiães dessa indústria", declarou Salman Al Saud. Em comunicado, os países que compõem a Opep+ alertaram para a necessidade de se manter a cautela devido à fraca demanda por petróleo, apesar de terem reconhecido que o sentimento do mercado foi impulsionado recentemente pelo começo da vacinação contra a Covid-19 no mundo.
Outro fator que apoiou o petróleo na sessão desta terça foi a fraqueza do dólar em relação aos pares. A moeda americana foi pressionada pela expectativa de mais expansão fiscal nos Estados Unidos caso os democratas assumam o controle do Senado. Para isso, o partido do presidente eleito do país, Joe Biden, teria que ganhar as disputas na Georgia por duas cadeira na Casa. No final da tarde em Nova York, o índice DXY, que mede a variação do dólar ante outras seis divisas de economias desenvolvidas, recuava 0,45%, a 89,463 pontos.
Agência Estado
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