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Comércio Exterior

- Publicada em 17h04min, 15/12/2020.

Exportações da indústria gaúcha têm o pior resultado para novembro em 15 anos

Embarques de celulose e papel, veículos e químicos tiveram reduções significativas

Embarques de celulose e papel, veículos e químicos tiveram reduções significativas


SUPRG /DIVULGAÇÃO/JC
As exportações das indústrias do Rio Grande do Sul registraram, em novembro, a 14ª queda consecutiva, retração de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2019. O resultado – um total de US$ 885,5 milhões comercializados – foi o menor patamar para o mês em 15 anos. Em novembro de 2005, as indústrias gaúchas haviam exportado US$ 832 milhões. No acumulado do ano, as exportações acumulam US$ 9,3 bilhões, resultado 18,9% inferior ao mesmo período do ano passado.
As exportações das indústrias do Rio Grande do Sul registraram, em novembro, a 14ª queda consecutiva, retração de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2019. O resultado – um total de US$ 885,5 milhões comercializados – foi o menor patamar para o mês em 15 anos. Em novembro de 2005, as indústrias gaúchas haviam exportado US$ 832 milhões. No acumulado do ano, as exportações acumulam US$ 9,3 bilhões, resultado 18,9% inferior ao mesmo período do ano passado.
“Setores importantes do Estado como celulose e papel, veículos e químicos tiveram reduções significativas de vendas para nossos principais parceiros como China, Estados Unidos e Argentina, ainda como consequência dos efeitos da pandemia”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry.
Apesar do desempenho ruim no agregado, as exportações setoriais foram mais equilibradas. Dos 23 segmentos da indústria, apenas oito apresentaram queda na base de comparação mensal. O destaque negativo fica principalmente com celulose e papel (-29,1%), que experimentou uma redução de 62% da demanda chinesa, e químicos (-30,7%), afetado pelas exportações 34% inferiores à Argentina e 65% menores para os Estados Unidos. No caso de veículos automotores (-34,6%), mesmo o aumento das vendas em 24% para a Argentina, pelo segundo mês consecutivo, foi insuficiente para fazer frente aos recuos de 9% para os Estados Unidos, 72% para o Chile e 73% para a Colômbia, que acabaram pesando mais para o resultado negativo do segmento.
Ainda na comparação com novembro de 2019, tiveram desempenho positivo as exportações de tabaco (48,4%), produtos de metal (26,1%) e alimentos (3,2%). Apesar das vendas de tabaco para a Bélgica apresentarem queda de 9%, a melhora é atribuída aos embarques para China, que subiram 244%, Argentina, 134%, Estados Unidos, 31%, Emirados Árabes, 242% e Egito, com elevação superior a 1.620%. O setor de produtos de metal, por sua vez, registrou bons resultados em decorrência da alta de 92% das exportações para os EUA.
Já os aumentos de encomendas da China por produtos como carne de suíno in natura (58%) e carne de boi in natura (19,7%) contribuíram para que o setor de alimentos tivesse uma elevação de 3,2% em relação a novembro do ano passado. Nesse resultado também tiveram participação importante as elevações de vendas de produtos alimentícios para Arábia Saudita (28%), Coreia do Sul (87%), Estados Unidos (36%) e Indonésia (14.157%). Os demais segmentos da indústria, ainda que positivos, foram menos expressivos, como máquinas e equipamentos (3,9%) e borracha e plástico (3,2%).
Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 658 milhões em mercadorias, configurando uma demanda 18,7% menor comparada a novembro de 2019. No acumulado de 2020, o RS importou US$ 6,6 bilhões, resultado 28,4% inferior em relação ao mesmo período do ano passado. Até novembro, todas as grandes categorias econômicas apresentam reduções significativas, sendo a maior em bens intermediários (-32%), seguido por bens de capital (-26%), bens de consumo (-25,1%) e combustíveis e lubrificantes (-13,7%).
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