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Petróleo

- Publicada em 17h48min, 03/12/2020.

Petróleo fecha em alta com reunião da Opep+ e enfraquecimento do dólar

O petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 0,80% (US$ 0,36), a US$ 45,64 o barril

O petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 0,80% (US$ 0,36), a US$ 45,64 o barril


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, em dia com intensa influência da reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). A apreensão no mercado que o cortes na produção pudessem ser suspensos chegou a fazer a commodity operar no negativo, mas o resultado no final do dia foi de avanço nos preços. Junto à expectativa pela reunião, o dólar enfraquecido impulsionou o ativo energético, já que torna o torna mais barato para detentores de outras divisas.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, em dia com intensa influência da reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). A apreensão no mercado que o cortes na produção pudessem ser suspensos chegou a fazer a commodity operar no negativo, mas o resultado no final do dia foi de avanço nos preços. Junto à expectativa pela reunião, o dólar enfraquecido impulsionou o ativo energético, já que torna o torna mais barato para detentores de outras divisas.
O petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 0,80% (US$ 0,36), a US$ 45,64 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro avançou 0,95% (US$ 0,46) na Intercontinental Exchange (ICE), cotado a US$ 48,71 o barril.
A Opep+ concordou em aumentar a produção de petróleo em 500 mil barris por dia (bpd) a partir de janeiro. Dessa forma, a redução na oferta cairá de 7,7 milhões de bpd para 7,2 milhões. A aliança irá realizar o processo de forma gradual, avaliando mensalmente o panorama. A dissipação da incerteza levou a uma alta no barril durante o dia, mas os preços do petróleo caíram logo após o anúncio, "talvez porque o consenso do mercado esperava uma extensão de três meses de cortes de 7,7 milhões de bpd", aponta a Capital Economics.
O Commerzbank avalia que o cumprimento do acordo pode gerar mudanças no preços, com divergências entre países. "Se nem mesmo a Rússia, que ao lado da Arábia Saudita é o membro líder da aliança, está disposta a cumprir suas obrigações, dificilmente se pode esperar que os outros membros o façam. Esse é um dos motivos pelos quais esperamos que os preços sejam corrigidos no curto a médio prazo", aponta.
Além da reunião, o Commerzbank avalia que a alta no petróleo "se deve principalmente à acentuada fraqueza do dólar, já que os riscos claramente predominam no lado fundamental". O índice DXY, que mede o dólar frente outras seis moedas de economias desenvolvidas, operou em baixa durante grande parte do dia, e às 17h09, tinha queda de 0,44%, a 90,719 pontos.
Pelos fundamentos, uma série de índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) foram divulgados hoje, com resultados piores do que o esperado na Europa, sinalizando queda na demanda. Por sua, vez, o ministro da Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman Al Saud, destacou que a segunda onda de casos de Covid-19 pelo mundo não estão afetando a demanda por petróleo da mesma forma que a primeira.
Agência Estado
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