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Comércio Exterior

- Publicada em 12h01min, 03/12/2020.

Argentina volta a barrar importação de calçados brasileiros

País vizinho é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos EUA

País vizinho é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos EUA


FREDY VIEIRA/JC
Os calçadistas brasileiros aguardam a liberação das licenças de importação pela Argentina de 328 mil pares de sapatos. O prejuízo com a demora já chega a US$ 3 milhões, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira. 
Os calçadistas brasileiros aguardam a liberação das licenças de importação pela Argentina de 328 mil pares de sapatos. O prejuízo com a demora já chega a US$ 3 milhões, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira. 
“Em outubro, no primeiro monitoramento realizado por demanda de algumas empresas que estavam enfrentando novamente o problema, quase 850 mil pares aguardavam liberação na fronteira. Foi quando tivemos um encontro na embaixada da Argentina no Brasil. A partir daí houve uma melhora, mas seguimos atentos”, conta o executivo.
Dos 328 mil pares de calçados que aguardam liberação, 315 mil deles já excederam o prazo máximo de 60 dias estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
De acordo com Ferreira, a demora na liberação remete aos governos Kirchner, quando os calçados brasileiros tiveram as mesmas dificuldades para entrar no país vizinho. “A Argentina passa por uma crise econômica e precisa preservar suas reservas cambiais. A medida natural do governo, que tem orientação mais protecionista, é barrar importações, barreira que neste caso é colocada por meio das licenças não automáticas”, explica o dirigente, ressaltando que a preocupação é de que possam ocorrer cancelamentos ou mesmo pedidos de prorrogação para pagamentos, prejudicando a indústria brasileira.
Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre janeiro e outubro deste ano, o país vizinho foi destino de 6,28 milhões de pares verde-amarelos, que geraram US$ 60,17 milhões, quedas de 25,2% em volume e de 33,2% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2019.
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