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- Publicada em 19h46min, 02/12/2020. Atualizada em 20h02min, 02/12/2020.

Profissionais de eventos preparam protesto em Novo Hamburgo contra a suspensão de atividades

Representantes do setor já haviam feito manifestação em frente ao Palácio Piratini, em outubro

Representantes do setor já haviam feito manifestação em frente ao Palácio Piratini, em outubro


Bruna Oliveira/Especial/JC
Fernanda Crancio
Nesta quinta-feira (3), representantes do setor de eventos preparam uma manifestação em frente à Fenac, em Novo Hamburgo, onde está programada a abertura de uma grande feira de calçados pela manhã. Os empresários do segmento de festas e eventos sociais, que tiveram as atividades mais uma vez suspensas por decreto estadual, questionam a rigidez das restrições e reivindicam isonomia das medidas para todos os setores econômicos.
Nesta quinta-feira (3), representantes do setor de eventos preparam uma manifestação em frente à Fenac, em Novo Hamburgo, onde está programada a abertura de uma grande feira de calçados pela manhã. Os empresários do segmento de festas e eventos sociais, que tiveram as atividades mais uma vez suspensas por decreto estadual, questionam a rigidez das restrições e reivindicam isonomia das medidas para todos os setores econômicos.
Os manifestantes pretendem sair em carreata por volta das 7h e formar pequenos grupos em cada ponto de entrada da feira e do lado de fora do estacionamento do evento, marcado para as 9h. Segundo um dos organizadores do movimento, Serafim Souza, a ideia é levar balões, cartazes e faixas para mostrar que os profissionais de eventos também precisam trabalhar em meio à pandemia. "A nossa manifestação é pacífica e temos que continuar sendo organizados, para que os visitantes da feira entendam o que estamos pedindo. Se podem ter uma feira com mais de 4 mil visitantes circulando, podemos fazer festa também, que é bem mais segura. Queremos mostrar que não somos invisíveis, queremos o nosso trabalho para garantir a nossa sobrevivência", destaca o empresário, proprietário de uma casa de festas.
Preocupado com a segurança dos participantes, o grupo, inclusive, divulgou normas e instruções fundamentadas juridicamente, para evitar transtornos com a Guarda Municipal e a Brigada Militar, bem como para não prejudicar o trânsito, nem desrespeitar os decretos alusivo à pandemia, principalmente afim de evitar aglomerações. "Unidos pela volta do entretenimento no Rio Grande do Sul, e de mãos dadas, seremos mais fortes", diz o material de organização do protesto.
O decreto estadual publicado na segunda-feira (30), em função da piora do cenário da Covid-19 no Estado, vedou, entre outras medidas, a realização de eventos sociais, como aniversários, formaturas, casamentos e comemorações em geral. A feira de calçados que inicia nesta quarta conta com permissão prévia e protocolos autorizados pelo governo do Estado em novembro.
Segundo Serafim, os profissionais do setor sentem-se prejudicados com a decisão de liberar o evento de grande porte, e pela irresponsabilidade das pessoas que desrespeitam as medidas de distanciamento social e participam de eventos clandestinos, colocando a vida de todos em risco. "Estamos pagando a conta de festas clandestinas, aglomerações e empilhamento de pessoas em todos os lugares, sem a mínima segurança sanitária e sem nenhuma fiscalização", comenta.
Em outubro, grupo ligado ao setor de eventos protestou em frente ao palácio Piratini (foto), pedindo a reabertura das atividades, o que acabou ocorrendo no final daquele mês. 
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