Porto Alegre, terça-feira, 24 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
terça-feira, 24 de novembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado Financeiro

- Publicada em 19h56min, 24/11/2020.

Bolsas de NY fecham em alta; Dow Jones fecha acima dos 30 mil pontos pela 1ª vez

O índice Dow Jones encerrou o pregão com ganho de 1,54%, aos 30.046,24 pontos

O índice Dow Jones encerrou o pregão com ganho de 1,54%, aos 30.046,24 pontos


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (24) puxadas por diversas sinalizações que alimentaram o apetite por ativos de risco de investidores. O desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus, o início da transição formal de poder nos Estados Unidos e a possível escolha de Janet Yellen para o Tesouro americano foram os principais fatores a influenciar o ânimo dos mercados hoje.
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (24) puxadas por diversas sinalizações que alimentaram o apetite por ativos de risco de investidores. O desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus, o início da transição formal de poder nos Estados Unidos e a possível escolha de Janet Yellen para o Tesouro americano foram os principais fatores a influenciar o ânimo dos mercados hoje.
O índice Dow Jones encerrou o pregão com ganho de 1,54%, aos 30.046,24 pontos, atingindo a sua máxima histórica de fechamento. Já o S&P 500 subiu 1,62%, 3.635,41 pontos, também no maior nível da história. O Nasdaq teve avanço de 1,31%, a encerrando as negociações aos 12.036,79 pontos.
Os ganhos foram generalizados, com destaque para os setores aéreo e bancário. A United Airlines Holding fechou em valorização de 9,85%, seguida de perto da American Airlines Group, cuja ação subiu 9,29%. Já entre os bancos, o Wells Fargo teve alta de 8,78%, o Citigroup variou positivamente em 7,05%, e o papel do Goldman Sachs subiu 3,79%.
A perspectiva de melhora da economia em meio ao desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 segue impulsionando o mercado por mais riscos. Hoje, membros do governo da Rússia e do Instituto Gamaleya afirmaram que a Sputnik V, candidata do país à vacina contra o vírus, atingiu eficácia média de 91,4%. Os estudos, que ainda não foram publicados em revista científica, indicam uma eficácia um pouco menor do que o obtido em testes de fase 2, de mais de 95%.
Em comentários feitos a jornalistas após evento do Banco da Finlândia, o presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), James Bullard, afirmou que uma aprovação rápida de uma vacina é a "luz no fim do túnel" da crise. Segundo o dirigente, o desenvolvimento acelerado de imunizantes suporta a visão de que a economia dos EUA crescerá mais do que o previsto no quarto semestre de 2020 e no primeiro semestre do ano que vem.
Os investidores também monitoraram a situação política nos EUA. Ontem, o presidente Donald Trump informou pelo Twitter que autorizou o processo de transição de poder para a futura gestão de Joe Biden, mais de duas semanas após o democrata ser declarado eleito presidente do país. A notícia sinalizou melhora da estabilidade da política americana, o que ajudou as ações nos índices de NY a subir.
"Embora os mercados já tivessem precificado a vitória do Biden há muito tempo e estivessem subindo desde então, a ação de ontem assegurou que não haverá nenhuma contenda constitucional e que uma transição pacífica de poder - algo que até este ano era considerado garantido nos mais de 200 anos de história dos EUA - ocorrerá", explicou a BK Asset Management.
Outro assunto que animou os mercados foi a potencial escolha da ex-presidente do Fed Janet Yellen para ocupar a chefia do Tesouro dos EUA. Investidores veem com bons olhos a indicação de Yellen, que, caso confirmada, trabalhará para superar segunda crise econômica da carreira. Antes, ela havia ajudado o Fed a formular políticas para superar a crise econômica de 2008 e 2009.
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO