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Mercado Financeiro

- Publicada em 19h18min, 20/11/2020.

Bolsas de NY fecham em baixa com impasse entre Tesouro e Fed e avanço da Covid-19

O Dow Jones caiu 0,75%, a 29.263,48 pontos, o S&P 500 recuou 0,68%, a 3.557,54 pontos

O Dow Jones caiu 0,75%, a 29.263,48 pontos, o S&P 500 recuou 0,68%, a 3.557,54 pontos


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
As bolsas de Nova York fecharam o pregão em baixa nesta sexta-feira (20) com o impacto da decisão do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, decidir não renovar os programas de empréstimos realizados em parceria com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, apesar de notícias promissoras sobre vacinas contra a Covid-19, a escalada da pandemia no curto prazo gera preocupação.
As bolsas de Nova York fecharam o pregão em baixa nesta sexta-feira (20) com o impacto da decisão do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, decidir não renovar os programas de empréstimos realizados em parceria com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, apesar de notícias promissoras sobre vacinas contra a Covid-19, a escalada da pandemia no curto prazo gera preocupação.
O Dow Jones caiu 0,75%, a 29.263,48 pontos, o S&P 500 recuou 0,68%, a 3.557,54 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,42%, a 11.854,97 pontos. Na comparação semanal, os dois primeiros índices acionários registraram baixas de 0,73% e 0,77%, respectivamente, mas o Nasdaq subiu 0,22%.
A semana foi marcada pela dualidade nas avaliações do mercado sobre a retomada econômica. De um lado, o avanço em vacinas experimentais para a Covid-19 geram otimismo sobre o próximo ano. Por outro, a escalada da pandemia preocupa no curto prazo. O impasse entre o Federal Reserve e o Tesouro dos EUA sobre os empréstimos emergenciais na crise adicionou uma nova camada de incerteza.
"Novos estímulos fiscais são desesperadamente necessários", declarou a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, em uma coletiva de imprensa nesta tarde. Depois de chamar a decisão de Mnuchin sobre os programas de empréstimos de "irresponsável", a democrata o acusou de querer sabotar a capacidade de resposta à crise do governo de Joe Biden, que assume a presidência dos EUA em 20 de janeiro. O secretário, por sua vez, disse que a "lei é muito clara" ao dizer que as medidas expiram em 31 de dezembro. Ele garantiu que ainda há "muito mais" recursos para apoiar a economia e informou que conversará com Mitch McConnell, líder republicano no Senado, sobre estímulos fiscais.
O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, defendeu que o apoio à atividade deve ser "em todas as direções" e se disse "decepcionado". Hoje, o chefe da distrital de Dallas do Fed, Robert Kaplan, afirmou que a velocidade da recuperação está caindo devido ao "recrudescimento" da pandemia. "Isso ocorre em um momento em que os dados econômicos mostram uma perda de ímpeto", ressalta, na mesma linha, o banco holandês Rabobank.
Hoje, o anúncio da farmacêutica de que pedirá aos reguladores americanos a autorização para uso de emergência da vacina para Covid, que apresentou 95% de eficácia, não foi suficiente para apoiar o apetite por risco em Nova York.
"Embora a vacina certamente represente uma luz no fim do túnel, a resposta entusiasmada inicial do mercado ao anúncio da Pfizer sem dúvida negligenciou o fato de que precisamos primeiro passar pelo túnel e que provavelmente ficará muito escuro por muito tempo antes que qualquer raio de luz seja visto", avalia o banco holandês Rabobank.
No S&P 500, as perdas foram lideradas pelos setores de tecnologia (-1,05%), industrial (-0,91%) e financeiro (-0,88%). As ações da Apple cederam 1,10%, as do Facebook caíram 1,19% e as do Wells Fargo cederam 2,60%, mas as da Pfizer subiram 1,41%.
Agência Estado
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