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mercado financeiro

- Publicada em 11h07min, 20/11/2020.

Sinais mistos no exterior provocam instabilidade no Ibovespa

Ibovespa cedia 0,13%, aos 106.534 pontos

Ibovespa cedia 0,13%, aos 106.534 pontos


ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
Apesar do tom positivo na maioria das bolsas externas, o Ibovespa tem instabilidade nesta sexta-feira (20), mas sem ainda abandonar a possibilidade de fechar mais uma semana de valorização - a terceira seguida. Até agora, acumula 1,76%. Ainda como pano de fundo está a esperança de chegada de vacinas contra o novo coronavírus. A farmacêutica Pfizer planeja pedir aos órgãos reguladores de saúde dos EUA a aprovação para uso emergencial da vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a BioNTech. A expectativa é que o medicamento comece a ser distribuído entre meados e fim de dezembro.
Apesar do tom positivo na maioria das bolsas externas, o Ibovespa tem instabilidade nesta sexta-feira (20), mas sem ainda abandonar a possibilidade de fechar mais uma semana de valorização - a terceira seguida. Até agora, acumula 1,76%. Ainda como pano de fundo está a esperança de chegada de vacinas contra o novo coronavírus. A farmacêutica Pfizer planeja pedir aos órgãos reguladores de saúde dos EUA a aprovação para uso emergencial da vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a BioNTech. A expectativa é que o medicamento comece a ser distribuído entre meados e fim de dezembro.
Às 11h07min, o Ibovespa cedia 0,13%, aos 106.534 pontos.
O espaço para eventual ganho ou queda moderada ao longo do dia deve ser motivado ainda por fluxo externo, porém pode ser limitado por temores quanto à retomada econômica dos EUA, onde há avanço de casos da pandemia, assim como na Europa. Enquanto os senadores voltam a debater um novo pacote fiscal, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, informou ao Federal Reserve que não renovará os programas de apoio ao crédito, que terminam em 31 de dezembro.
Na terça-feira, o presidente da instituição, Jerome Powell, indicou que não achava apropriado permitir que os programas expirassem. Por isso, as atenções sobre Powell devem ficar ainda mais concentradas durante evento nesta sexta-feira, às 17h. "Temos o acordo para o Brexit perto de ser alcançado. Ao mesmo tempo em que Mnuchin diz que não deve ter renovação dos programas, o debate sobre o pacote fiscal continua, podendo permitir alta aqui, mas talvez moderada", observa o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira.
As principais bolsas da Europa sobem, com o surpreendente avanço do varejo britânico em outubro dando uma injeção de otimismo quanto à atividade no continente, e ainda impulsionadas pela expectativa de pacote fiscal nos EUA. Já os índices futuros em Nova Iorque cedem entre 0,025 e 0,10%, com o Nasdaq subindo 0,18%.
Bandeira completa que a valorização do petróleo no mercado internacional deve puxar as ações da Petrobras. Além disso, foco também na noticia de que a Raízen, controlada pela Cosan, e o Grupo Ultra, dona dos postos Ipiranga, lideram a disputa pelas refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. Outro fator que pode beneficiar a Bolsa brasileira é a elevação de 0,74% do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, onde as taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos foram mantidas pelo sétimo mês consecutivo.
O imbróglio do Amapá, no entanto, pode ofuscar possíveis altas na B3, à medida que tende a pressionar as ações do setor elétrico, após informação de que o governo deve editar uma MP para isentar consumidores do Estado do pagamento da conta de luz em novembro. O Estado sofreu dois apagões em um intervalo de 14 dias. A Justiça Federal determinou o afastamento provisório da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS).
A isenção aos consumidores do Amapá, sem dúvida, traz alívio à população local que sofre há dias com o problema. No entanto, tende a custar caro para os cofres do governo, que já se defronta com um rombo fiscal elevado. Além do mais, o custeio também deve recair sobre os demais consumidores do País no momento em que a inflação não sugere dar trégua, o que acaba por colocar ainda mais pressão sobre o fiscal e sobre as ações das elétricas na B3. Na Bolsa, o índice setorial elétrico cedia 0,26%, ás 10h44.
Ficam ainda no radar as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, feitas ontem à noite, de que fará "o que for necessário" para reduzir a dívida, incluindo a possibilidade de "até vender um pouco de reservas".
O economista do ModalMais não acredita que o mercado ficará incomodado com a afirmação de Guedes, já que se o intuito for mesmo quitar a dívida, pode ser até bem visto. O problema, diz, é se os recursos forem usados para investimentos, o que, em tese, geraria inflação. "Nossas reservas cresceram com o próprio crescimento da dívida interna, e não, de modo geral, de saldos comerciais. Para endividamento, não vejo nada de mais se for o caso", avalia, lembrando ainda da atratividade da Bolsa brasileira aos olhos estrangeiros neste momento e que tende a continuar, aproveitando oportunidade.
No corporativo, destaque para CSN, que anunciou a retomada da produção do seu Alto-Forno 2 em meio a intensa demanda do mercado, que estava parada desde maio. Os papéis subiam 0,94%, no horário citado acima.
A carência de notícias nesta sexta-feira explica em parte a falta de direção da maioria dos mercados de ações. Na B3, as blue chips Petrobras (PN: -0,21%; ON, alta de 0,08%) e Vale (alta de 0,41%) têm sinais variados. Em contrapartida, PetroRio ON, que disparou ontem, realiza, cedendo 2,39%, na lista das maiores quedas do Ibovespa, que ainda tem papéis ligados a consumo, com destaque para o declínio de 1,08% de Carrefour. No noticiário envolvendo a empresa está a informação de que um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos - um segurança e um PM - em uma unidade da loja em Porto Alegre.
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Agência Estado
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