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sistema financeiro

- Publicada em 03h00min, 20/11/2020.

Sistema Pix movimenta R$ 4,6 bilhões em três dias

Ferramenta faz operações bancárias em qualquer dia ou horário

Ferramenta faz operações bancárias em qualquer dia ou horário


/MARCELLO CASAL JR /ABR/JC
O diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, afirmou nesta quinta-feira que, em três dias de operação do Pix, foram realizadas 5,2 milhões de transações e movimentados R$ 4,6 bilhões.
O diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, afirmou nesta quinta-feira que, em três dias de operação do Pix, foram realizadas 5,2 milhões de transações e movimentados R$ 4,6 bilhões.
Pix é o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, que entrou em funcionamento pleno na segunda-feira, 16. Ele permite a realização de pagamentos e transferências 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano, principalmente pelo celular.
A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser um sistema gratuito e estar disponível a qualquer hora. Mas também servirá para efetuar compras on e offline. Por ser instantâneo, as trocas devem ocorrer em até 10 segundos.
Conforme Pinho de Mello, o tempo médio das transações realizadas até o momento ficou próximo de 1 segundo. O principal objetivo do sistema é aumentar a digitalização das transações financeiras no Brasil. Segundo o BC, a adesão também ajudará a aumentar a competição no mercado financeiro e reduzir o uso de papel moeda. Até agora, mais de 73 milhões de chaves Pix foram cadastradas. A chave de usuário é um identificador de contas: o cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio dela, é possível receber pagamentos e transferências. A chave é um "facilitador" para identificar o recebedor, mas não é indispensável para receber um Pix.
Segundo Pinho de Mello, empresas de maquininhas de cartão vão oferecer aos varejistas serviços ligados ao Pix, como a cobrança por meio de QR Code. "Hoje, o pagador não gasta nada para usar o cartão", disse. "Mas a trilha, que tem a maquininha, que faz o dinheiro sair da conta e chegar ao varejista, este sistema é remunerado pelas taxas cobradas dos varejistas."
O diretor do BC afirmou que sequestros relâmpagos não serão facilitados pelo Pix. Segundo ele, não faz sentido acreditar que o sistema facilita crimes assim, em função de suas características de funcionamento.
"Esse tipo de crime (sequestro relâmpago) não é perpetrado por meio de transferências bancárias", afirmou Pinho de Mello. O diretor lembrou que sequestradores geralmente forçam as vítimas a fazer saques em caixas eletrônicos, justamente porque o dinheiro vivo não é rastreável. "O Pix é", completou.
Também ontem, o BC autorizou que os jogos de loteria sejam pagos pelo Pix. A medida já entrou em vigor. "As novas funcionalidades do Pix mostram o caráter multipropósito do meio de pagamento. Isso significa que ele deve ser capaz de acomodar todos os tipos de transação, envolvendo pessoas, empresas e governo", completou o BC, em nota.
 
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