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Conjuntura

- Publicada em 09h52min, 16/11/2020. Atualizada em 10h18min, 16/11/2020.

Focus projeta queda menor do PIB em 2020, eleva previsão do IPCA; câmbio reduz

Mercado reduziu previsão de queda da produção industrial de 2020, o que influencia o PIB

Mercado reduziu previsão de queda da produção industrial de 2020, o que influencia o PIB


LUIZA PRADO/JC
O relatório Focus, do Banco Central, desta segunda-feira (16), mostra revisão de expectativas dos três principais indicadores da economia. O mercado financeiro revisou a aposta para o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA e até câmbio para o fechamento do ano.
O relatório Focus, do Banco Central, desta segunda-feira (16), mostra revisão de expectativas dos três principais indicadores da economia. O mercado financeiro revisou a aposta para o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA e até câmbio para o fechamento do ano.
Para o PIB, a retração passa de 4,80% para 4,66%. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de 5%. Para 2021, o mercado manteve a previsão de alta de 3,31%. Quatro semanas atrás, estava em 3,47%.
O IPCA aparece mais aquecido com alta de 3,20% para 3,25%, frente à projeção anterior. Há um mês, o índice estava em 2,65%. Para 2021, a inflação oficial é projetada de 3,17% para 3,22%. Quatro semanas atrás, estava em 3,02%.
A cotação da moeda norte-americana recua de R$ 5,45 para R$ 5,41, ante R$ 5,35 de um mês atrás. Para 2021, a projeção para o câmbio seguiu em R$ 5,20, ante R$ 5,10 de quatro pesquisas atrás. 
Em outros indicadores, o Focus sinaliza produção industrial de 2020 com queda de 5,34%, em vez de 5,49% da semana anterior. Há um mês, estava em baixa de 5,98%. Em 2021, a estimativa de crescimento da produção foi de 4% para 3,72%, ante 4,27% de quatro semanas antes.
O resultado primário do governo em 2020, que é relação entre o déficit primário e o PIB, passou de 11,90% para 12%. No caso de 2021, seguiu em 3%. Há um mês, os porcentuais estavam em 12% e 3%, respectivamente.
A relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 15,70% para 15,56%. Para 2021, passou de 6,75% para 6,60%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,80% e 6,87%, nesta ordem.
Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.
Para a balança comercial, a projeção é de superávit comercial de US$ 57,90 bilhões para US$ 57,73 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 57,56 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 55 bilhões para US$ 55,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55 bilhões.
No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 4 bilhões para US$ 3,60 bilhões, ante US$ 6,71 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 19,20 bilhões para US$ 17,75 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 17 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 seguiu em US$ 50 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2021, a expectativa foi de US$ 65 bilhões para US$ 60 bilhões, ante US$ 65 bilhões de um mês antes.
Agência Estado
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