Porto Alegre, sexta-feira, 13 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 13 de novembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Petróleo

- Publicada em 18h11min, 13/11/2020.

Petróleo fecha em queda com riscos para demanda, mas tem alta semanal com vacina

O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 2,40%, em US$ 40,13 o barril

O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 2,40%, em US$ 40,13 o barril


ANDRÉ MOTTA DE SOUZA/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira (13) com sinais de que a demanda pode diminuir. Preocupações com o impacto econômico do avanço do coronavírus e dos consequentes novos lockdowns na Europa não se dissiparam com os avanços em testes de um possível imunizante para a Covid-19.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira (13) com sinais de que a demanda pode diminuir. Preocupações com o impacto econômico do avanço do coronavírus e dos consequentes novos lockdowns na Europa não se dissiparam com os avanços em testes de um possível imunizante para a Covid-19.
O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 2,40%, em US$ 40,13 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), mas com alta de 7,40% na comparação semanal. O Brent para janeiro caiu hoje 1,72%, a US$ 42,78 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), enquanto o avanço com relação à última sexta-feira foi de 7,78%.
O Commerzbank avalia que o preço do barril está mais alto do que sugerem os fundamentos, mas que o mercado vai recuperando uma visão mais ponderada. Além de um aumento da aversão a risco, com a dissipação da euforia causada pelo anúncio da eficácia da vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech no começo da semana, o banco vê sinais de menor demanda.
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revisou para baixo ontem sua perspectiva para a demanda. Nos EUA e na Europa, a Covid-19 segue avançando e atrapalha panoramas sobre recuperação econômica, com alto número de infectados e permanência de lockdowns no caso do Velho Continente.
No entanto, o Commerzbank cita que, em setembro, os estoques de barris de petróleo dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tiveram baixas significativas.
A Fitch, por sua vez, vê um cenário de melhorias em 2021, "em recuperação de um 2020 muito difícil". A agência aponta em relatório que espera aumento no preço do barril no ano que vem, com o barril do Brent atingindo US$ 45, ainda que bem abaixo dos níveis de 2019.
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO