Porto Alegre, sexta-feira, 13 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 13 de novembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

conjuntura

- Publicada em 03h00min, 13/11/2020.

Com segunda onda haverá auxílio, diz Paulo Guedes

Ministro da Economia falou ainda em novo tributo digital

Ministro da Economia falou ainda em novo tributo digital


/edu andrade/me/divulgação/jc
O ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou ontem que, caso ocorra uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus no Brasil, o governo voltará a conceder o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou ontem que, caso ocorra uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus no Brasil, o governo voltará a conceder o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.
"Se houver uma segunda onda, não é uma possibilidade, é uma certeza (que o governo vai pagar novamente auxílio emergencial)", afirmou, no evento do Dia Nacional do Supermercado, organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
De acordo com Guedes, o plano do governo é retirar o auxílio aos poucos até o final do ano. "Estamos retirando os estímulos, de R$ 600 (valor inicial das parcelas do auxílio) baixa pra R$ 300 (auxílio emergencial residual) e depois aterrissa ali na frente numa versão Renda Brasil ou na própria Bolsa Família. Temos as duas possibilidades, é uma escolha política", explicou.
Em agosto deste ano, o presidente Jair Bolsonaro disse que a proposta de criação do programa Renda Brasil estava suspensa. O programa pretendia expandir o Bolsa Família. A proposta da equipe econômica era retirar o abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos para financiar o novo programa.
Fuedes voltou a defender a criação de uma contribuição sobre transações digitais, como forma de substituir a desoneração da folha de pagamentos. Segundo o ministro, o governo tem o compromisso de não aumentar a carga tributária.
"Esse compromisso de não aumentar imposto significa que vamos fazer um programa de substituição de carga tributária. Não queremos criar um imposto, queremos a desoneração da folha de pagamentos", afirmou.
Guedes disse ainda que "não haverá aumento de imposto para quem paga imposto". "Mas quem nunca pagou, vai aumentar", disse. De acordo com o ministro, haverá imposto sobre dividendos e se houver tributação das transações digitais, "quem não pagava vai começar a pagar". E acrescentou que essas mudanças dependem de momento político adequado.
 

Para ministro, retomada econômica já começou "com força"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou ontem que a "economia brasileira está voltando com força". Ele disse que foi considerado muito otimista quando a crise gerada pela pandemia começou. "Me surpreendeu a velocidade com que a economia está voltando, bem acima da minha visão que era considerada otimista".

Segundo Guedes, os sinais da rápida recuperação da economia brasileira estão na arrecadação de impostos neste mês, que "está extraordinária", e há dados de aumento do consumo de energia elétrica, de óleo diesel, além de as novas fiscais eletrônicas estarem "subindo em alta velocidade" e aumento do emprego.

Sobre a inflação, Guedes afirmou que muita gente fica com "raiva dos supermercados" quando vê os preços dos alimentos mais caros, mas os estabelecimentos são apenas "uma plataforma de distribuição". "Se esse produto já chega caro é porque subiu o câmbio ou a demanda foi forte e os preços subiram, temos que deixar a engrenagem do mercado funcionar", avisou.

Para o ministro, com os preços altos, o setor agrícola brasileiro vai aumentar a produção e em "dois, três, quatro meses à frente os preços começam novamente a se estabilizar". Guedes acrescentou que o governo pode reduzir tarifas de importação quando houver "abusos" nas altas dos preços para estimular a competição e assim segurar a inflação.

"Agimos rápido no arroz e estamos examinando toda a pauta de alimentação para eliminar impostos de importação, porque estamos comprometidos com a abertura da economia", afirmou. "Os que tiverem subindo mais rápido que o razoável, vamos reduzindo a tarifa de importação", afirmou.

Neste ano, o governo já cortou a tributação para a entrada de diferentes itens com objetivo de conter a alta dos preços. Neste mês, decidiu zerar o imposto de importação de soja e milho. Em setembro, decidiu zerar a alíquota de importação para o arroz.

Para Guedes, os impostos devem continuar em baixa para contribuir com a abertura comercial do país. "Nós vamos continuar com os impostos reduzidos porque nosso objetivo é reduzir tarifas", disse.

Segundo ele, a maior entrada dos produtos estrangeiros deve contribuir com o arrefecimento da inflação dos alimentos na economia doméstica. O ministro afirmou que a ideia não é derrubar o produtor local, mas impedir o que chamou de abusos.

"A competição de fora trava esse aumento. Mas não queremos derrubar a produção local. Ela vai reagir a esse aumento de preços aumentando a safra e naturalmente derrubando o preço lá na frente. Vamos usar o expediente contra abusos, com essa redução instantânea das tarifas", afirmou.

Sobre a inflação, Guedes destacou que "o modelo baseado em gastos públicos já nos levou duas vezes à hiperinflação. Não podemos por covardia e politicagem continuar gastando além da nossa capacidade financeira", completou o ministro da Economia durante o evento dos supermercadistas.

Comentários CORRIGIR TEXTO