Porto Alegre, quarta-feira, 11 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 11 de novembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado Financeiro

- Publicada em 08h15min, 11/11/2020.

Bolsas da Ásia fecham mistas, focando vacina e pressionadas por ações de tecnologia

Índices chineses caíram, enquanto os dos demais países da região registraram alta

Índices chineses caíram, enquanto os dos demais países da região registraram alta


Philip Fong/AFP/JC
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (11), com algumas ainda sustentadas pela perspectiva de que surja em breve uma vacina viável contra a covid-19 e outras pressionadas por propostas de regulação da China que derrubaram ações do setor de tecnologia.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (11), com algumas ainda sustentadas pela perspectiva de que surja em breve uma vacina viável contra a covid-19 e outras pressionadas por propostas de regulação da China que derrubaram ações do setor de tecnologia.
O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,78% em Tóquio nesta quarta, a 25.349,60 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,35% em Seul, a 2.485,87 pontos, em seu oitavo pregão consecutivo de ganhos, e o Taiex registrou alta de 1,38% em Taiwan, a 13.262,19 pontos.
No começo da semana, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que sua vacina experimental para o novo coronavírus tem mostrado eficácia superior a 90%. Desde então, a notícia vem ajudando a alimentar o apetite por investimentos considerados mais arriscados, como ações.
Na China, porém, os mercados se enfraqueceram nesta quarta após Pequim colocar propostas em consulta pública para regular o setor de tecnologia. As propostas trazem diretrizes de como a lei antimonopólio chinesa, de 2008, será aplicada a empresas de internet. O governo chinês está preocupado, por exemplo, com práticas como a de oferecer serviços abaixo do preço de custo para eliminar a concorrência.
Principal índice chinês, o Xangai Composto caiu 0,53%, a 3.342,20 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,94%, a 2.263,96 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,28%, a 26.226,98 pontos, após os gigantes de internet Alibaba e Tencent sofrerem tombos de 9,8% e 7,2%, respectivamente. A queda do Alibaba foi a maior desde que sua ação foi listada em Hong Kong, há cerca de um ano.
O mau humor da área de tecnologia também veio com o fraco desempenho do Nasdaq, que ontem caiu 1,37% em Nova York em meio à desvalorização de "giant techs" americanas que se beneficiam com medidas de confinamento motivadas pela pandemia de coronavírus.
Na Oceania, a expectativa por uma vacina contra a covid-19 e sinais de que a Austrália superou sua segunda onda de infecções pela doença impulsionaram a Bolsa de Sydney. O S&P/ASX 200 avançou 1,72%, a 6.449,70 pontos, atingindo o maior patamar desde o fim de fevereiro, após autoridades australianas anunciarem que o país não registrou novos casos de transmissão local por quatro dias seguidos. 
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO