Porto Alegre, terça-feira, 03 de novembro de 2020.

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mercado de capitais

- Publicada em 03h00min, 03/11/2020.

Bolsa termina outubro com queda de 0,69%

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O Ibovespa entregou o que ainda tinha de ganhos no mês na última sessão de outubro, ao finalizar a sexta-feira em baixa de 2,72%, aos 93.952 pontos. Assim, acumulou perdas de 7,22% na semana, o pior desempenho desde o tombo de 18,88% entre 16 e 20 de março, o intervalo que precedeu o início da quarentena. Com as perdas acumuladas em cinco das últimas seis sessões, o índice da B3 registrou baixa de 0,69% em outubro, após recuos de 4,80% em setembro e de 3,44% em agosto. No ano, a retração volta agora a 18,76%.

O Ibovespa entregou o que ainda tinha de ganhos no mês na última sessão de outubro, ao finalizar a sexta-feira em baixa de 2,72%, aos 93.952 pontos. Assim, acumulou perdas de 7,22% na semana, o pior desempenho desde o tombo de 18,88% entre 16 e 20 de março, o intervalo que precedeu o início da quarentena. Com as perdas acumuladas em cinco das últimas seis sessões, o índice da B3 registrou baixa de 0,69% em outubro, após recuos de 4,80% em setembro e de 3,44% em agosto. No ano, a retração volta agora a 18,76%.

Pouquíssimas ações conseguiram ficar no positivo na sexta-feira - entre as componentes do Ibovespa, apenas Telefônica Brasil ( 0,93%), IRB ( 0,49%) e Rumo ( 0,05%) fecharam o dia em alta. Na ponta negativa do Ibovespa, B2W cedeu 8,97%, após resultados trimestrais, seguida por Hering (-6,80%), Via Varejo (-5,97%), Lojas Americanas (-5,91%) e Gol (-5,54%).

"Esta guinada para baixo nas últimas sessões reflete a necessidade de se colocar nas planilhas a segunda onda de Covid, um cenário que por volta de agosto perdia força, mas que, com as novas medidas de distanciamento social adotadas nesta semana em grandes economias europeias, como a alemã e a francesa, por fim se materializou", alerta Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

O prolongamento da pandemia, cortando a recuperação que vinha em curso no hemisfério Norte, é algo que não tem como deixar de voltar a ser "colocado no preço" dos ativos, observa o estrategista. "A vacina, quando de fato vier, será uma baita notícia, e aí sim a resposta do mercado tende a ser forte."

Até lá, o investidor com exposição a risco precisa se sentir confortável com volatilidade nos níveis que se viu este ano, a qual acaba oferecendo oportunidades de entrada, especialmente para os que mantêm perspectiva de longo prazo. "Há dificuldades imediatas, como a definição do Renda Cidadã e a situação fiscal, e uma taxa de desemprego elevada, que tende a piorar quando os beneficiários do auxílio voltarem a procurar trabalho. Mas, se olharmos um ou dois anos à frente, a orientação da economia ainda é correta", acrescenta.

No curto prazo, os olhos estarão todos voltados para os Estados Unidos, onde ocorre hoje a eleição presidencial. Joe Biden ainda lidera nacionalmente, mas em estados como Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Georgia, a disputa com Donald Trump está bastante apertada. Nesse ambiente, cresce o temor de contestação dos resultados e a necessidade de recontagem.

O forte crescimento dos votos este ano pelo correio, destacam os analistas do TD Bank, indica crescente chance de o resultado da votação não sair na noite de hoje ou mesmo no dia seguinte. Com isso, pode-se esperar volatilidade nos mercados e busca de refúgio no dólar. No Brasil, como teve feriado de Finados, a cautela ainda é maior.

O dólar, por sua vez, terminou outubro com alta 2,13% e valorização no ano vai a 43%. Apenas na sexta-feira, a valorização chegou a 0,50%, com a moeda negociada a R$ 5,7380.

"Há riscos que tornam o real mais suscetível que outras moedas emergentes neste momento", ressalta a analista de mercados emergentes do banco alemão Commerzbank, You-Na Park-Heger. O primeiro deles é o fiscal, com o crescimento da dívida pública brasileira sem sinal de trégua e as reformas praticamente paradas no Congresso, destaca ela. Outro fator a pressionar o câmbio é o Banco Central mais dovish e sem inclinação a elevar os juros, em meio à avaliação de que a pressão inflacionária nas últimas semanas é temporária. "O real deve permanecer sob pressão para deprecia

O mercado de juros acompanhou a dinâmica dos demais ativos, com taxas em alta durante toda a sessão. O clima de cautela no Brasil foi intensificado em função do feriado de Finados na segunda-feira.

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