Porto Alegre, quarta-feira, 28 de outubro de 2020.
Dia do Funcionário Público. Dia de São Judas Tadeu.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 28 de outubro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Petróleo

- Publicada em 16h22min, 28/10/2020.

Petróleo fecha em forte queda, com riscos à demanda por Covid, câmbio e DoE

O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 5,51%, em US$ 37,39 o barril

O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 5,51%, em US$ 37,39 o barril


SAUDI ARAMCO/DIVULGAÇÃO/JC
Os contratos futuros de petróleo registraram quedas acentuadas nesta quarta-feira (28) com investidores atentos à disseminação da Covid-19 em vários países da Europa e também em parte dos Estados Unidos. Além disso, o dólar forte contribuiu para o movimento, com investidores atentos também ao dado de estoques semanais nos EUA.
Os contratos futuros de petróleo registraram quedas acentuadas nesta quarta-feira (28) com investidores atentos à disseminação da Covid-19 em vários países da Europa e também em parte dos Estados Unidos. Além disso, o dólar forte contribuiu para o movimento, com investidores atentos também ao dado de estoques semanais nos EUA.
O petróleo WTI para dezembro fechou em baixa de 5,51%, em US$ 37,39 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro recuou 4,73%, a US$ 39,64 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
O fato de que grandes economias da Europa, como Alemanha e França, caminham para impor novas restrições à atividade, diante de novas ondas de casos da Covid-19, pressionou o apetite por risco em geral nos mercados. No caso do petróleo, o provável impacto à atividade levou os contratos para baixo, com o movimento ainda impulsionado pelo dólar forte, que torna a commodity mais cara para os detentores de outras moedas.
Hoje, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou restrições à atividade ao longo de novembro e havia a expectativa de que a França fosse por caminho similar, após a Suíça também adotar medidas. Nos EUA, analistas têm destacado o avanço da doença em algumas regiões, o que também poderá forçar a medidas locais, num cenário ainda de expectativa com a eleição que ocorre na próxima terça-feira.
O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 4,32 milhões de barris na última semana, bem acima da previsão de alta de 800 mil barris. Já os estoques de gasolina e destilados recuaram mais do que o esperado, enquanto a produção média diária subiu. Após o dado, o petróleo chegou a reduzir um pouco as perdas, mas manteve o quadro de fraqueza acentuada.
A Sucden Financial comenta em relatório que os riscos de lockdown se somavam para um quadro já de incertezas sobre a demanda pelo óleo. Já o Commerzbank destaca a volta da volatilidade para esse mercado, com queda forte mesmo diante dos riscos à oferta por causa da passagem do furacão Zeta no Golfo do México.
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO