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Mercado Financeiro

- Publicada em 17h58min, 07/10/2020. Atualizada em 18h27min, 07/10/2020.

Bolsa de São Paulo fecha em leve baixa de 0,09%, aos 95.526,26 pontos, com foco em Brasília

Na semana o índice avança 1,61% e, no mês, 0,98% - em 2020, cede 17,40%

Na semana o índice avança 1,61% e, no mês, 0,98% - em 2020, cede 17,40%


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
A incerteza sobre a situação fiscal doméstica descolou o Ibovespa do dia de recuperação em Nova York, onde os ganhos desta quarta-feira, perto de 2%, reverteram as perdas da sessão anterior. A falta de definição sobre o Renda Cidadã, os rumores, ainda que desmentidos pelo ministro Paulo Guedes, de extensão do auxílio emergencial a meados do próximo ano e mesmo sinais de que o governo pode recorrer a novo orçamento de guerra na hipótese de segunda onda de Covid em 2021 justificam a cautela dos investidores observada na maior parte da sessão.
A incerteza sobre a situação fiscal doméstica descolou o Ibovespa do dia de recuperação em Nova York, onde os ganhos desta quarta-feira, perto de 2%, reverteram as perdas da sessão anterior. A falta de definição sobre o Renda Cidadã, os rumores, ainda que desmentidos pelo ministro Paulo Guedes, de extensão do auxílio emergencial a meados do próximo ano e mesmo sinais de que o governo pode recorrer a novo orçamento de guerra na hipótese de segunda onda de Covid em 2021 justificam a cautela dos investidores observada na maior parte da sessão.
No meio da tarde, contudo, fontes ouvidas pelo Broadcast em Brasília apontaram haver entendimento "técnico" sobre o que deve ser feito e que a definição sobre o financiamento ao futuro auxílio respeitará o calendário eleitoral, ou seja, o "timing político". O Ibovespa, que até então mostrava perdas moderadas, voltou a terreno positivo e renovou máximas da sessão, mas acabou devolvendo os ganhos perto do fim, encerrando em leve baixa de 0,09%, aos 95.526,26 pontos, tendo oscilado entre piso de 94.880,65 e pico de 96.379,57, com giro financeiro a R$ 23,1 bilhões e abertura aos 95.615,82 pontos.
Na semana o índice avança 1,61% e, no mês, 0,98% - em 2020, cede 17,40%. As idas e vindas na costura do Renda Cidadã - que deve sair apenas depois das eleições municipais - e na discussão das fontes de financiamento ao futuro programa de auxílio contribuem, no entanto, para que o mercado engula com uma pitada de sal o recente compromisso do governo de construí-lo dentro do teto de gastos.
"Chegamos a ter hoje uma leve alta, nada muito consistente, em cima de uma ação ou outra de peso, como Vale (+2,64% no fechamento) e Ambev (+1,42%). O mercado ainda não está muito convencido, então os movimentos seguem bem contidos, ainda em razão de incertezas como a eleição americana e a situação fiscal no Brasil. A fala do Guedes chegou a animar um pouco, mas o que se tem é volatilidade até que surjam definições", diz Márcio Gomes, analista da Necton Investimentos.
"O mercado aguarda coesão, uma posição em direção única: ainda se percebe desgaste da equipe econômica, alguma perda de credibilidade com a pressão por gastos a partir da ala política, inclusive dentro do governo. O mercado não está comprador nesta situação atual, que favorece posições curtas, na falta de direcional - até junho, julho, estava pagando para que desse certo, mas já no início de agosto veio a luz amarela", diz Thomás Gibertoni, especialista em investimentos da Portofino Multi Family Office.
Entre as empresas e setores, além de Vale e Ambev, destaque nesta quarta-feira para siderurgia, em especial Usiminas (+2,62%) e Gerdau PN (+3,23%), maior alta do Ibovespa na sessão, após melhora de recomendação - logo atrás veio Gerdau Metalúrgica, em alta de 3,19% no fechamento, e Vale ON (+2,64%). No lado oposto do Ibovespa, IRB teve novo dia de perda acentuada, hoje de 10,18%, seguido por CVC (-5,76%) e Cielo (-5,13%).
Agência Estado
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