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Mercado Financeiro

- Publicada em 16h46min, 02/10/2020.

Petróleo fecha em forte queda com incertezas e indícios da alta oferta

O petróleo WTI para novembro perdeu 4,31%, a US$ 37,05 o barril

O petróleo WTI para novembro perdeu 4,31%, a US$ 37,05 o barril


VITORIA VELEZ/AFP/JC
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda por mais um dia, aumentando a desvalorização semanal. O recuo desta sexta-feira teve influência das incertezas nos mercados, na esteira anúncio de Donald Trump de que contraiu Covid-19. Além disso, há indícios globais sobre o excesso de oferta.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda por mais um dia, aumentando a desvalorização semanal. O recuo desta sexta-feira teve influência das incertezas nos mercados, na esteira anúncio de Donald Trump de que contraiu Covid-19. Além disso, há indícios globais sobre o excesso de oferta.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro perdeu 4,31%, a US$ 37,05 o barril, com um recuo de 7,70% na semana. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o dezembro perdeu 4,06%, a US$ 39,27 o barril, com queda de 6,32% na semana, e ficando abaixo dos US$ 39,5 pela primeira vez desde junho.
"A transição energética esteve na vanguarda dos pensamentos do mercado de petróleo esta semana, à medida que a transição para os combustíveis renováveis se acelera em um mundo pós-Covid", apontou o Rabobank, após anúncios como o da anglo-holandesa Shell sobre um projeto para a economia de baixo carbono.
"A política nos Estados Unidos ou no Oriente Médio são os principais elementos de risco", avaliou o Julius Baer sobre o preço do barril. O Commerzbank segue a visão, apontando que a notícia de que Trump contraiu Covid-19 adicionou incerteza a "todo o quadro e deixaram todos os ativos de risco, incluindo futuros de petróleo" em espiral descendente.
"O mercado de petróleo está dominado por preocupações com a estagnação da demanda e os temores sobre o aumento da oferta petrolífera", acrescenta o Julius Baer. A grande questão por conta do excesso da oferta vem por parte do acordo OPEP+. Os cortes na produção entre maio e julho atingiram seus objetivos, mas posteriormente, houveram problemas no cumprimento das metas.
O Commerzbank aponta que aumento na produção da Rússia, que é parte do acordo, pode encorajar o cartel a "trapacear". O mesmo seria influenciado pela alta na produção de Irã e Líbia, que não estão no acerto OPEP+, mas são membros tradicionais da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP).
Agência Estado
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