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Petróleo

- Publicada em 16h32min, 01/10/2020.

Petróleo fecha em queda com dúvidas sobre economia e temores de excesso de oferta

O petróleo WTI para novembro perdeu 3,73%, a US$ 38,72 o barril

O petróleo WTI para novembro perdeu 3,73%, a US$ 38,72 o barril


ANDRÉ MOTTA DE SOUZA/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta quinta-feira (1º) em meio a sinais de desaceleração da recuperação da economia mundial e incertezas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta quinta-feira (1º) em meio a sinais de desaceleração da recuperação da economia mundial e incertezas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro perdeu 3,73%, a US$ 38,72 o barril, mas recuou 5,61% no mês. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o dezembro recuou 3,24%, a US$ 40,93 o barril, com queda de 6,58% em setembro.
"A demanda global de petróleo está em estagnada", avalia o analista Jim Burkhard, da IHS Markit ao WSJ. "O grande aumento na demanda desde o baixo nível de abril está acabado em grande parte até que a covid-19 seja contida e vacinas eficazes estejam disponíveis", completa.
O quadro do consumo mundial da commodity acontece em um momento em que o persistente avanço do coronavírus ameaça o processo de retomada econômica. Nos Estados Unidos, por exemplo, a IHS Markit divulgou hoje que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos teve tímida variação positiva 53,1 para 53,2 na passagem de agosto para setembro. A previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal era de 53,5.
Para agravar a situação, vários países estão acelerando a produção da commodity energética, elevando o risco de um excesso de oferta. O Iraque havia prometido cortar 400 mil barris por dia em agosto e setembro, mas dados recentes de exportação sugerem que a nação do Oriente Médio não cumpriu o combinado. Já a Rússia deve ter alta de 9% nas vendas de petróleo em outubro.
O diretor-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se disse "cautelosamente otimista" de que o mercado irá se estabilizar, mas reconheceu que as incertezas permanecem alta.
 
Agência Estado
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