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Agronegócio

- Publicada em 20h11min, 23/09/2020. Atualizada em 20h39min, 23/09/2020.

Arroz encareceu no mundo todo, não só no Brasil, diz Tereza Cristina

Arroz encareceu no mundo todo, não só no Brasil

Arroz encareceu no mundo todo, não só no Brasil


CARLOS SILVA/MAPA/DIVULGAÇÃO/JC
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina mencionou nesta quarta-feira (23) que o preço do arroz "subiu no mundo todo", e não só no Brasil, em razão da crise de abastecimento provocada em alguns países por causa da pandemia de coronavírus. "Encareceu aqui, no México, e em outros países", disse ela, em entrevista à revista Época. Tereza Cristina garantiu, ainda, que o preço do cereal já está caindo nas gôndolas dos supermercados, após altas expressivas em função da queda dos estoques internos e das exportações em alta. "O (pacote de) arroz de 5 quilos já está custando R$ 22, R$ 23, R$ 24, e não mais R$ 40, mas (este preço) era oportunismo", disse Tereza Cristina.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina mencionou nesta quarta-feira (23) que o preço do arroz "subiu no mundo todo", e não só no Brasil, em razão da crise de abastecimento provocada em alguns países por causa da pandemia de coronavírus. "Encareceu aqui, no México, e em outros países", disse ela, em entrevista à revista Época. Tereza Cristina garantiu, ainda, que o preço do cereal já está caindo nas gôndolas dos supermercados, após altas expressivas em função da queda dos estoques internos e das exportações em alta. "O (pacote de) arroz de 5 quilos já está custando R$ 22, R$ 23, R$ 24, e não mais R$ 40, mas (este preço) era oportunismo", disse Tereza Cristina.
Ela voltou a afirmar, também, que a próxima safra, que começa depois de 15 de janeiro no Sul do País (nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul), "será muito boa". "Não teremos problema de abastecimento, nem de preços", garantiu.
Mesmo sem risco de desabastecimento este ano, segundo a ministra, ela disse que o País "não poderia correr riscos" e preferiu derrubar, até dezembro, a tarifa de importação de arroz de fora do Mercosul. "Fizemos isso para ter uma reserva técnica, para que não houvesse a menor possibilidade de faltar arroz", continuou ela, reconhecendo que este ano o País "levou um susto" por causa da disparada de preços do produto.
"Houve aumento de consumo, aliado à menor produção, decorrente de anos de prejuízos dos produtores", descreveu. "As pessoas ficaram em casa, consumiram mais arroz; o auxílio emergencial fez com que as pessoas pudessem comer melhor e investir mais em alimento", disse a ministra. "Houve uma série de coisas que levaram o preço do arroz a ficar mais alto."
Em relação à crítica que se faz, de que o País deveria manter estoques públicos maiores de arroz, produto da cesta básica, Tereza Cristina disse que "estocar arroz é caro". "A gente vê que tem uma série de desvios. Quando vai ver, no estoque, já não é mais o arroz que você colocou lá", disse. "Assim, na minha humilde opinião, não é só estoque (público) que dá segurança. Talvez devamos ter outros mecanismos, como por exemplo abrir antes a importação (sem tarifas)."
Agência Estado
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