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mercado financeiro

- Publicada em 11h23min, 21/09/2020. Atualizada em 11h23min, 21/09/2020.

Temor com bancos e Covid-19 contamina Ibovespa, que perde os 98 mil pontos

Ibovespa cedia 1,99%, aos 96.336 pontos

Ibovespa cedia 1,99%, aos 96.336 pontos


ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
Alerta envolvendo bancos europeus e temores de uma nova onda pelo novo coronavírus no Velho Continente e ainda com aumento de casos pela doença nos Estados Unidos dão o tom negativo nos mercados externos nesta segunda-feira (21). A aversão a risco internacional contamina o Ibovespa, que perdeu os 98 mil pontos (98.289,71 pontos) do fechamento de sexta-feira, quando havia caído 1,81%.
Alerta envolvendo bancos europeus e temores de uma nova onda pelo novo coronavírus no Velho Continente e ainda com aumento de casos pela doença nos Estados Unidos dão o tom negativo nos mercados externos nesta segunda-feira (21). A aversão a risco internacional contamina o Ibovespa, que perdeu os 98 mil pontos (98.289,71 pontos) do fechamento de sexta-feira, quando havia caído 1,81%.
A queda praticamente é geral na B3, especialmente no setor financeiro, um dos principais pesos na composição do índice à vista, reforçando sua dificuldade em engatar retomada. Às 10h49min, apenas CSN ON (2,87%) e Unit de Sulamérica (1,10%) subiam. Às 11h24min, o Ibovespa cedia 1,99%, aos 96.336 pontos. O investidor parece ter aprovado a notícia de que a CSN anunciou atualização de negócios de mineração e autorizou IPO da unidade.
Ações de empresas ligadas ao segmento de commodities são outros fortes prejudicados. O petróleo cai na faixa de 3% no exterior, após a Líbia informar que poderá logo restaurar parte de sua oferta de petróleo, o que já empurra as cotações para o campo negativo. As ações da Petrobras caem em torno de 2%. Além disso, o recuo no porto chinês de Qindgao, do minério, de 4,07%, a US$ 119.82 a tonelada, afeta as ações da Vale ON (-1,88%).
Com este cenário, o Ibovespa não sustentou os 98 mil pontos, correndo o risco de acelerar a busca pelos 94 mil pontos, ou até ceder para um nível mais baixo, avalia o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira. O motivo, cita, a "contaminação por Covid-19 em algumas regiões globo e ainda a denúncia de recursos ilícitos por instituições financeiras no exterior."
Os mercados repercutem relatos de que os britânicos HSBC e Standard Chartered movimentaram amplas somas de fundos ilícitos (de mais de US$ 2 trilhões) por quase duas décadas. Alegações contra os bancos na Europa também envolveriam Deutsche Bank e bancos dos EUA. Ainda, novos casos de Covid-19 na Europa e aumento nas ocorrências nos Estados Unidos reforçam dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia mundial, pressionando os ativos considerados de maior risco.
Nem mesmo a suspensão da proibição dos aplicativos chineses TikTok e WeChat em lojas de aplicativos nos EUA, prevista para ontem, alivia. A disputa eleitoral norte-americana também pesa. Pesquisa realizada pelo Wall Street Journal e NBC News mostra que cerca de 51% dos eleitores registrados nos Estados Unidos votariam no ex-vice-presidente e candidato democrata à Presidência, Joe Biden, se a eleição fosse hoje, ante 43% que apoiariam o presidente Donald Trump.
"Isso gera nervosismo, preocupação. Além do mais, essa questão dos bancos é mais um incômodo num mês que já estava sendo difícil", descreve o economista-chefe da Necton, André Perfeito. No horário citado acima, o Dow Jones caía 2,14%; Nasdaq, 1,21%; e o S&P 500, 1,78%. Na Europa, a queda máxima era do índice da Bolsa da Alemanha, de 3,25%, a mesma variação vista na de Paris.
Em tempo: além das críticas pela atuação no combate às queimadas na Amazônia, o governo federal também recebeu avaliações negativas após rápida visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima na sexta-feira (18), especialmente do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente Jair Bolsonaro, contudo, foi a favor da visita. Isso fica no radar, à medida que sugere ruídos na relação entre Bolsonaro e Maia, podendo atrapalhar a agenda de reformas.
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Agência Estado
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