Porto Alegre, segunda-feira, 14 de setembro de 2020.
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Notícia da edição impressa de 14/09/2020. Alterada em 14/09 às 20h27min

Pernambucanas mantém investimentos no Rio Grande do Sul

Expectativa é de que seis lojas sejam inauguradas em solo gaúcho ainda em 2020

Expectativa é de que seis lojas sejam inauguradas em solo gaúcho ainda em 2020


LUIZA PRADO/ARQUIVO/JC
Adriana Lampert
Em meio à crise econômica gerada pela necessidade de isolamento social, a rede de lojas Pernambucanas inaugurou uma média de duas operações por mês de janeiro até agora. Esse número só não é maior, porque, nas palavras do CEO da empresa, Sergio Borriello, "um trimestre foi perdido". Mas a meta, segundo ele, é até o final de 2020 somar 40 novas filiais em diversas cidades brasileiras.
Nesta leva, a 13ª loja da rede a abrir as portas neste ano está localizada em Santa Cruz do Sul. Esta é a nona operação da marca no Estado. E, de acordo com Borriello, a expectativa é de que outras cinco sejam inauguradas em solo gaúcho ainda em 2020.
"Estamos em fase de negociações, nada certo ainda", pondera o empresário. O CEO da Pernambucanas detalha que o plano de expansão da empresa, retomado em 2017, ainda tem fôlego para mais uma década de trabalho. Sobre planos para o Rio Grande do Sul, ele planeja alto: "o Estado tem potencial para mais 25 lojas a 30 lojas."
Jornal do Comércio -  Em um ano de crise, com a pandemia de Covid-19 fechando definitivamente várias portas no comércio, a Pernambucanas segue firme no seu plano de expansão. O que impulsiona a gestão a não recuar (a exemplo de outras empresas)?
Sergio Borriello - Somos uma empresa de 112 anos, já vivemos outras crises, inclusive a da Gripe Espanhola. Ainda que esta doença possa retardar, não irá modificar nossa intenção estratégica de continuar crescendo e ajudar o País a se desenvolver. Eu, como sou otimista por natureza, sempre gosto de enxergar o copo cheio, e esta pandemia, apesar de ter gerado uma crise que afetou a todos, também pode ser uma oportunidade das pessoas verem o que podem tirar de proveito. A Pernambucanas chegou neste momento preparada para ser estratégica, contando com pessoas engajadas, com tamanho, custo de loja, tudo ajustado para a expansão. Nesse sentido, se outras lojas estão fechando, enxergamos como mais um ponto comercial para avaliarmos. Além disso, a melhoria do ambiente interno, com nossos colaboradores trabalhando em um espaço que oferece segurança, cumprindo os protocolos, está se convertendo em clientes felizes - temos plantado (bom) atendimento para colher fidelidade. Este ano, estamos trabalhando para abrir de 35 a 40 lojas no país - e já inauguramos 13. Ao final, terão sido gerados cerca de 1 mil a 1,2 mil empregos diretos, chegando a mais ou menos 4 mil empregos indiretos.
Jornal do Comércio - Mas a rede também teve as lojas fechadas por um período...
Borriello - Sim, chegamos a fechar 100% das lojas no dia 22 de março. A reabertura começou na primeira quinzena de abril e agora todas estão abertas.
Jornal do Comércio - Com a nova loja em Santa Cruz do Sul, são nove unidades no Estado. Quais são cidades gaúchas estão no foco da empresa?
Borriello - É muito imprevisível, porque depende da negociação dos pontos. Mas já escolhemos onde atuar em Santa Maria e Uruguaiana. Gramado também interessa, e estamos procurando um ponto, mas ainda não encontramos o lugar ideal. Alvorada tínhamos uma em vista, mas estamos reavaliando. Também estudamos possibilidades para Viamão e mais uma unidade no Centro de Porto Alegre.
Jornal do Comércio - Como é a nova loja no Estado? Quanto foi investido ali?
Borriello - É uma loja com 800 metros quadrados de área de vendas, com produtos para vestuário feminino, masculino, infantil; cama, mesa, banho; eletroportáteis, informática e celulares. O investimento ficou por volta de R$ 3,5 milhões. Ali serão gerados 24 empregos diretos e outros 40 indiretos.
Jornal do Comércio - O plano de expansão iniciou em 2017. Desde lá, o que já implementaram?
Borriello - A expansão deve durar ainda uns 10 anos. Retomamos no dia 8 de março de 2017, com abertura de uma loja em São Bernardo (SP). Naquele ano, inauguramos outras nove lojas, depois foram 28 em 2018, seguidas de 33 em 2019 e agora 13. No total, 72 desde que retomamos a expansão.
Jornal do Comércio - Dos modelos de lojas que a empresa trabalha, quais os principais e quais serão priorizados neste plano de expansão?
Borriello - Os dois modelos principais são os aplicados em cidades a partir de 50 mil a 100 mil habitantes, onde a área de venda oscila entre 800 a 900 m2, e em geral as lojas estão muito vinculadas à rua. Isso nos coloca na dependência de encontrar imóveis que sustentem este padrão. Depois, para cidades com mais de 100 mil habitantes, apostamos nas lojas com 1,2 mil a 1,4 mil m2 cada - e, dentro disso, algumas lojas de shopping que precisam de uma configuração um pouco diferente, devido aos projetos característicos destes empreendimentos. A partir destes dois modelos, variamos de acordo com o que a cidade pede. Normalmente, cidades com volume populacional abaixo de 40 mil habitantes, que não são polos comerciais ficam mais complicadas de contemplar. Mas as que têm um polo comercial que ajude a crescer, ainda que tenham menos de 40 mil habitantes, a exemplo de Gramado, se tornam possíveis de se vislumbrar projetos.
Jornal do Comércio - Como foi a inauguração em Santa Cruz do Sul, no último dia 10?
Borriello - Foi muito boa, com grande adesão do público, claro que com a limitação de 40 pessoas por vez. Não fosse a pandemia, as vendas teriam sido maiores, com certeza. Mas estamos muito satisfeitos, fomos muito bem recebido, a exemplo das outras cidades. Aliás, abrimos nove lojas no Rio Grande do Sul desde o ano passado e sempre foram muito simpáticos conosco. Em Santa Cruz a loja ocupa o espaço de um antigo clube, do qual foi preservada a arquitetura externa (e um pouco da interna), isso deixou a operação muito especial e linda. A pandemia atrasou a obra em torno de três meses, mas no fim tudo deu certo.
Jornal do Comércio - Como está o movimento nas demais operações? O consumidor está indo às lojas?
Borriello - Em todas as regiões do País, as lojas têm estado cheias, com movimento bastante grande. O que se observa de diferente é que antes a gente tinha um movimento cuja a conversão em compra era a metade da atual. Muitas pessoas iam às lojas para passear. Hoje tem menos pessoas, mas quem vai esta comprando efetivamente. Isso em todas as regiões.
Jornal do Comércio - Como avalia o momento para o varejo?
Borriello - Quando o protocolo é mais extenso, complica. Em regiões com bandeiras verde e amarela é tranquilo, pois o horário de funcionamento está normalizado Paulo entrou recentemente em uma fase relativamente boa. Ainda notamos uma fluência menor nos shoppings do que na rua, mas o horário estendido tem contribuído bastante para a retomada.
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