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Agronegócio

- Publicada em 11h29min, 10/09/2020. Atualizada em 11h29min, 10/09/2020.

Conab consolida safra recorde de grãos em 257,8 milhões de toneladas

A soja, que situa o País no patamar de maior produtor mundial, garante novo recorde de produção estimada

A soja, que situa o País no patamar de maior produtor mundial, garante novo recorde de produção estimada


LOURENÇO FURTADO/FATO E FOTO/DIVULGAÇÃO/JC
A safra de grãos do período 2019/20 vai se encerrando com o registro histórico atualizado de 257,8 milhões de toneladas. O volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada. Quem puxa o desempenho positivo são a soja, o milho e o algodão, de acordo com a última atualização deste ano-safra, divulgada nesta quinta-feira (10) no 12º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A safra de grãos do período 2019/20 vai se encerrando com o registro histórico atualizado de 257,8 milhões de toneladas. O volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada. Quem puxa o desempenho positivo são a soja, o milho e o algodão, de acordo com a última atualização deste ano-safra, divulgada nesta quinta-feira (10) no 12º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A evolução do recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada, aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também contam para essa consolidação as culturas da região de Sealba - Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia.
A soja, que situa o País no patamar de maior produtor mundial, garante um novo recorde com a produção estimada em 124,8 milhões de toneladas e ganho de 4,3% em relação à safra 2018/19. Também o milho total caminha para situação semelhante, chegando a mais de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já foi colhida e a segunda está em finalização.
As lavouras de soja e milho apresentaram bom desempenho no País, com exceção do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Problemas climáticos na Região Sul prejudicaram o potencial produtivo das lavouras, sobretudo as gaúchas, reduzindo a produtividade média do País em 3%, comparada à safra passada. Em compensação, o clima para o arroz plantado no território gaúcho e catarinense foi excelente, resultando na maior produtividade média de arroz da série histórica da Conab.
Outro que encerra com destaque é o algodão em pluma, que está para alcançar a marca recorde de 2,93 milhões de toneladas, com crescimento de 4,2% acima do período anterior. O dado positivo se deve aos investimentos feitos nessas lavouras e ao clima.
Para o arroz fica o registro produtivo de 11,2 milhões de toneladas e crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com colheita praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro. No caso do feijão, a estimativa de produção total é de 3,23 milhões de toneladas, principalmente do feijão-comum cores, com aumento de 6,4% ao obtido em 2018/19. A primeira e a segunda safras já estão encerradas.
As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) devem alcançar crescimento de 11,6% na área de cultivo, com destaque para o trigo, que apresenta expansão de 14,1%, situando-se em 2,33 milhões de hectares e, produção, dependendo do comportamento climático, de 6,8 milhões de toneladas.
Balança comercial brasileira segue superavitária
Com referência à oferta e demanda de arroz, mesmo com a provável intensificação das importações nos próximos meses, a balança comercial deve ser superavitária, em torno de 400 mil toneladas. Para o consumo, a Conab projeta crescimento de 5,1%, puxado pelas refeições mais frequentes dentro de casa neste período de pandemia.
Ainda para a safra 2019/20, de março de 2020 até fevereiro de 2021, projeta-se exportação de 1,5 milhão de toneladas e importação de 1,1 milhão de toneladas, com a perspectiva forte de demanda internacional e preços nacionais competitivos no mercado externo.
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