Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 23 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

INDÚSTRIA

- Publicada em 16h30min, 08/09/2020.

Pesquisa da Fiergs aponta atividade da indústria gaúcha em alta no início do segundo semestre

De 17 setores pesquisados, 14 tiveram redução na atividade; o segmento de alimentos foi o único a crescer, 3,5%

De 17 setores pesquisados, 14 tiveram redução na atividade; o segmento de alimentos foi o único a crescer, 3,5%


DENIS CHARLET/AFP/JC
A atividade da indústria gaúcha em julho, na comparação com o mês de junho, cresceu 3,2%, a terceira elevação consecutiva, segundo o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nesta terça-feira (8) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
A atividade da indústria gaúcha em julho, na comparação com o mês de junho, cresceu 3,2%, a terceira elevação consecutiva, segundo o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nesta terça-feira (8) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
“A pesquisa revela que a indústria gaúcha manteve, no início do segundo semestre, a tendência positiva em meio ao processo de flexibilização do isolamento e à recuperação gradual da economia do País. No entanto, mesmo intenso, o avanço ocorre em cima de base de comparação muito fraca, mantendo a atividade industrial em um nível baixo no mês”, alerta o presidente da entiadde, Gilberto Porcello Petry, lembrando que índice registrou fortes quedas em março e abril (10,5% e 14,3%, respectivamente), atingido o menor patamar da história, em razão das medidas rígidas de contenção da pandemia. Nos últimos três meses, o IDI-RS avançou 18,5%, mas ainda necessita crescer 10% para compensar as perdas de março e abril.
Embora a incerteza econômica seja grande por conta da pandemia, a tendência de recuperação deve continuar nos próximos meses, principalmente devido ao auxilio emergencial do governo federal, às medidas de proteção ao emprego e em razão das questões fiscais envolvendo o governo.
Em julho, as principais influências positivas vieram do faturamento real (7,3%) das compras industriais (8,3%) e das horas trabalhadas na produção (3,7%). Entre os componentes, o faturamento registrou a recuperação mais rápida, está apenas 2,8% abaixo de fevereiro. O emprego (1%) aumentou pelo segundo mês consecutivo, enquanto a Utilização da Capacidade Instalada-UCI (-0,1 ponto percentual), com grau médio de 74,9%, e a massa salarial real (-0,2%), ficaram muito próximas da estabilidade.
Porém, se comparado com o mesmo mês de 2019, o IDI-RS de julho recuou 7,8%, o 10º negativo consecutivo. A situação é a mesma na relação do acumulado do ano. De janeiro a julho de 2020, o índice caiu 10,3% na comparação com mesmo período de 2019, puxado pelas compras industriais, queda de 18%, pelo faturamento real
(-11,1%) e pelas horas trabalhadas na produção (-11,6%). A UCI reduziu 6,3 pontos percentuais, com grau médio no ano de 75,6%.
O cenário recessivo provoca um grande impacto no mercado de trabalho, com retração de 3,1% no emprego e de 9,6% na massa salarial real, também sofrendo os efeitos das suspensões de contrato e reduções de jornada.
As perdas na indústria gaúcha foram disseminadas nos sete primeiros meses do ano e 14 dos 17 setores que compõem a pesquisa reduziram a atividade na comparação com igual período de 2019, principalmente veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,9%), Ccouros e calçados (-23,9%) e máquinas e equipamentos (-10,7%). Na outra ponta, o setor de alimentos cresceu 3,5%.
Comentários CORRIGIR TEXTO