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mercado financeiro

- Publicada em 18h06min, 03/09/2020. Atualizada em 18h06min, 03/09/2020.

Bolsa de São Paulo limita queda a 1,17%, em dia de forte correção em Nova Iorque

O Ibovespa encadeou nesta quinta a segunda sessão negativa, agora em padrão mais volátil

O Ibovespa encadeou nesta quinta a segunda sessão negativa, agora em padrão mais volátil


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
Com o gatilho proporcionado por forte realização de lucros em Nova Iorque, o Ibovespa encadeou nesta quinta-feira (3), a segunda sessão negativa, agora em padrão mais volátil, saindo de máxima pela manhã aos 103.225,58, em alta, para perda de 1,17% no fechamento, aos 100.721,36 pontos, passando por mínima a 99.750,80 pontos (-2,12%) no meio da tarde. Ontem, em leve baixa de 0,25% no encerramento, o índice havia oscilado pouco menos de 2 mil pontos entre a mínima e a máxima, saindo de ganho de 2,82% no dia anterior - o maior desde 8 de junho (3,18%) -, no qual, como hoje, também chegou a perder a linha dos 100 mil no pior momento. O Ibovespa teve desempenho negativo em três das últimas quatro sessões.
Com o gatilho proporcionado por forte realização de lucros em Nova Iorque, o Ibovespa encadeou nesta quinta-feira (3), a segunda sessão negativa, agora em padrão mais volátil, saindo de máxima pela manhã aos 103.225,58, em alta, para perda de 1,17% no fechamento, aos 100.721,36 pontos, passando por mínima a 99.750,80 pontos (-2,12%) no meio da tarde. Ontem, em leve baixa de 0,25% no encerramento, o índice havia oscilado pouco menos de 2 mil pontos entre a mínima e a máxima, saindo de ganho de 2,82% no dia anterior - o maior desde 8 de junho (3,18%) -, no qual, como hoje, também chegou a perder a linha dos 100 mil no pior momento. O Ibovespa teve desempenho negativo em três das últimas quatro sessões.
O giro financeiro, muito reforçado, totalizou R$ 37,9 bilhões - na semana, o índice cede 1,39% e, no ano, 12,90%, mas neste começo de setembro tem avanço de 1,36%.
Na sequência de renovações de máximas históricas no S&P 500 e no Nasdaq, associada tanto à fartura de liquidez como a notícias corporativas favoráveis, especialmente no setor de tecnologia, a correção observada nesta quinta-feira em NY chama atenção para a extensão do rali proporcionado por juros em mínimas históricas ao redor do mundo, no contexto de esforços conjuntos de governos e dos maiores BCs para recuperar a economia global, ainda em meio à pandemia e sem vacina à vista.
Hoje, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, defendeu mais estímulos fiscais nos EUA, no momento em que democratas e republicanos mantêm impasse - que tende a persistir com a aproximação da eleição de novembro, e diferença agora na casa de um dígito na preferência do eleitor por Joe Biden ou Donald Trump.
Desde cedo, a correção em NY parecia algo desproporcional a um indicador que, embora importante e acompanhado pelo mercado, não costuma fazer tanto preço: o índice de atividade de serviços do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), que perdeu dinamismo em agosto ante julho. Ontem, por sinal, Wall Street havia esnobado a leitura sobre a geração de vagas no setor privado em agosto, antes dos dados oficiais, amanhã, levando na quarta-feira S&P 500 e Nasdaq a novos picos.
"Tivemos uma agenda doméstica mais fraca hoje e isso contribuiu muito para correlacionar ao exterior, com realização lá e aqui também. A reforma administrativa é uma iniciativa boa, mas que demanda tempo: a situação fiscal sem dúvida permanecerá no radar. Estamos há dois meses da eleição americana e isso traz certamente incerteza, não só pela expectativa por quem vencerá, mas também pelo que significará para a relação EUA-China", aponta Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.
Assim, como previam analistas desde a virada do semestre, a tendência a maior volatilidade nos ativos americanos ingressa de vez no monitor brasileiro neste começo de setembro, quando o receio com a situação fiscal parecia um pouco menor, em meio a iniciativas como a reforma administrativa, a redução do auxílio emergencial a R$ 300 até o fim do ano e o adiamento da discussão sobre o Renda Brasil.
A Bolsa, contudo, vinha mostrando resiliência maior do que dólar e juros aos temores sobre o destino fiscal do País - hoje, a moeda americana fechou em baixa de 1,15%, a R$ 5,2960, acumulando até aqui perda de 2,20% na semana e de 3,37% no mês; o ajuste no câmbio contribuiu para que os juros futuros renovassem mínimas do dia na reta final da sessão regular.
Entre os desempenhos negativos da sessão, destaque para queda de 3,26% em Vale ON, após pedido do Ministério Público Federal de intervenção judicial para garantir segurança de barragens. Com pedido de liminar, a ação civil pública tem por objetivo exclusivo as "funções corporativas encarregadas da elaboração e implementação de planos e políticas de segurança interna da empresa". "O MPF quer que seja nomeado um interventor judicial para identificar, em até 15 dias, os diretores e demais gestores da alta administração que deverão ser afastados de seus cargos, a fim de possibilitar que o interventor assuma todos os trabalhos atinentes à sua atividade", acrescenta comunicado.
Destaque também para ajuste negativo nas ações de varejo, como Lojas Americanas (-5,22%), Via Varejo (-6,89%) e Magazine Luiza (-5,36%), entre as maiores perdas da carteira Ibovespa na sessão, mas ainda com sólido desempenho no ano (respectivamente, ganhos de 19,15%, 71,80% e 86,59%), em dia no qual os bancos, ainda muito atrasados em 2020, foram decisivos para dar algum suporte ao índice: Bradesco PN subiu hoje 3,93% e Itaú Unibanco, 2,43%, ainda acumulando perdas, respectivamente, de 32,69% e 30,58% no ano.
Agência Estado
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