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Infraestrutura

- Publicada em 18h53min, 25/08/2020. Atualizada em 21h36min, 25/08/2020.

Corsan quer ser referência nacional em saneamento

Meta foi lançada pelo diretor-presidente da companhia, Roberto Barbuti

Meta foi lançada pelo diretor-presidente da companhia, Roberto Barbuti


LUIZA PRADO/JC
Adriana Lampert
Transformar a Corsan em referência nacional em saneamento é uma das metas do diretor-presidente da Companhia, Roberto Barbuti, que ocupa o cargo a pouco mais de um ano. A afirmação foi feita durante uma live sobre os desafios da aplicação do novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026) no Estado, realizada na tarde desta terça-feira (25). A reunião virtual contou com a presença do governador Eduardo Leite e do titular da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Artur Lemos.
Transformar a Corsan em referência nacional em saneamento é uma das metas do diretor-presidente da Companhia, Roberto Barbuti, que ocupa o cargo a pouco mais de um ano. A afirmação foi feita durante uma live sobre os desafios da aplicação do novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026) no Estado, realizada na tarde desta terça-feira (25). A reunião virtual contou com a presença do governador Eduardo Leite e do titular da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Artur Lemos.
Entre outros pontos, a lei determina que os contratos de saneamento, incluindo os que estão em vigor, devem definir metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Ao apresentar uma série de iniciativas que estão sendo realizadas para melhorar a eficiência da empresa junto aos 6 milhões de usuários, Barbuti destacou que, para atingir a meta, a Corsan terá que acelerar os planos de captação de recursos e parcerias com a iniciativa privada.
Segundo o diretor-presidente, a Companhia “vem se estruturando, alterando instâncias de governança interna” e deve abrir o capital para atração de investimentos privados para arrecadar fundos, a exemplo dos R$ 2 bilhões necessários para a universalização do atendimento e tratamento de esgoto sanitário de nove municípios da Região Metropolitana, a ser realizada nos próximos 10 anos.
Atualmente o Rio Grande do Sul tem o índice de tratamento de esgoto próximo a 30% na área de concessão da Companhia, que atende somente áreas urbanas em 367 municípios gaúchos. “Este índice é inaceitável. A ideia é avançar para cumprir a legislação e elevar para 90%”, destacou o secretário estadual do Meio Ambiente. Segundo ele, as Parcerias Público Privadas (PPP) serão importantes e irão gerar emprego e renda na região. “A atração do privado e a segurança jurídica trazida pelo Marco Legal serão primordiais para ter um capital intensivo e investimentos pós-pandemia”, observou Lemos.
“Isso vai movimentar a economia em um grande plano de investimentos”, concordou o governador. Leite avaliou que é “das carências que se extraem oportunidades”. “Lamentamos estes indicadores de atendimento e tratamento de esgoto sanitário, que não condizem com a força econômica de nosso Estado.” Ao frisar que o caminho do governo estadual será de “aprofundar a participação do setor privado no saneamento”, Leite ponderou que a Corsan tem 50 anos de experiência, mas que é necessário que a companhia se ajuste aos “novos tempos”. Segundo o diretor-presidente da empresa, em 2020 o faturamento da Corsan deve ultrapassar R$ 3 bilhões.
“Para adequarmos os serviços ao novo Marco Legal e universalizar o saneamento nos 367 municípios que atendemos, iremos precisar de um investimento de R$ 15 bilhões”, estimou Barbuti. Os recursos devem ser buscados não somente na iniciativa privada, mas também em financiamentos junto a instituições como o BNDES e a Caixa Federal. Ainda segundo o gestor da Companhia, os editais para parcerias no projeto dos municípios da Região Metropolitana devem iniciar no primeiro trimestre do ano que vem.
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