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Câmbio

- Publicada em 03h00min, 26/08/2020.

Setor externo tem superávit de US$ 1,628 bi em julho, mostra BC

Dólar mais elevado e restrição de viagens reduziram gastos no exterior

Dólar mais elevado e restrição de viagens reduziram gastos no exterior


/FREEPIK/REPRODUÇÃO/JC

Após o superávit de US$ 2,235 bilhões em junho, o resultado das transações correntes ficou novamente positivo em julho deste ano, em US$ 1,628 bilhão, informou nesta terça-feira (25), o Banco Central (BC). Este é o melhor resultado para meses de julho desde 2006, quando houve superávit de US$ 3,007 bilhões.

Após o superávit de US$ 2,235 bilhões em junho, o resultado das transações correntes ficou novamente positivo em julho deste ano, em US$ 1,628 bilhão, informou nesta terça-feira (25), o Banco Central (BC). Este é o melhor resultado para meses de julho desde 2006, quando houve superávit de US$ 3,007 bilhões.

Os dados refletem os efeitos da pandemia de Covid-19, que a partir de março se intensificou no Brasil, reduzindo o volume de importações de produtos. A autarquia projetava para o mês passado superávit de US$ 500 milhões na conta corrente.

A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 7,383 bilhões em julho, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 1,819 bilhão. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 4,148 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou positivo em US$ 1,293 bilhão.

No acumulado do ano até julho, o rombo nas contas externas soma US$ 11,798 bilhões. A estimativa atual do BC é de déficit em conta corrente de US$ 13,9 bilhões em 2020. Esta estimativa foi divulgada no fim de junho, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Nos 12 meses até julho deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 31,737 bilhões, o que representa 2,00% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o menor porcentual desde outubro de 2018 (1,98%).

A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 669 milhões em julho. A saída líquida representa um volume inferior aos US$ 3,016 bilhões que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos.

No acumulado do ano até julho, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 13,195 bilhões. A expectativa do BC é de que a remessa de lucros e dividendos de 2020 some US$ 13,2 bilhões.

Sob os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia, a conta de viagens internacionais registrou déficit de apenas US$ 127 milhões em julho. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil no período. Em julho de 2019, o déficit nessa conta foi de US$ 1,300 bilhão. Na prática, com o dólar mais elevado e a restrição de voos em vários países, os gastos líquidos dos brasileiros no exterior despencaram 90,23% em julho.

O desempenho da conta de viagens internacionais no mês passado foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 267 milhões - queda de 85,93% em relação a julho de 2019. Já o gasto dos estrangeiros em viagem ao Brasil ficou em US$ 140 milhões no mês passado, o que representa um recuo de 76,59%. No ano até julho, o saldo líquido da conta de viagens ficou negativo em US$ 1,769 bilhão.

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