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Mineração

- Publicada em 21h29min, 09/08/2020.

Estudo analisa potencial mineral na Bacia do Paraná

Levantamento sobre jazidas deverá ser finalizado até 2023

Levantamento sobre jazidas deverá ser finalizado até 2023


/Divulgação Viviane Carillo Ferrari
Jefferson Klein
Pesquisas iniciais do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) apontam indícios de metais-base como sulfetos de níquel, cobre e cobalto no Rio Grande do Sul, além de traços de elementos do grupo da platina (EGP), com características semelhantes a grandes jazidas minerais que ocorrem ao redor do planeta. Atualmente, estudos no Estado e em outras partes do País estão sendo aprofundados através do projeto Geologia e Potencial Mineral da Bacia do Paraná, que está mapeando a presença de depósitos minerais e de outras particularidades, como fósseis e rochas, ao longo dessa área que engloba cerca de 1,9 milhão de quilômetros quadrados.
Pesquisas iniciais do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) apontam indícios de metais-base como sulfetos de níquel, cobre e cobalto no Rio Grande do Sul, além de traços de elementos do grupo da platina (EGP), com características semelhantes a grandes jazidas minerais que ocorrem ao redor do planeta. Atualmente, estudos no Estado e em outras partes do País estão sendo aprofundados através do projeto Geologia e Potencial Mineral da Bacia do Paraná, que está mapeando a presença de depósitos minerais e de outras particularidades, como fósseis e rochas, ao longo dessa área que engloba cerca de 1,9 milhão de quilômetros quadrados.
A Bacia do Paraná abrange o Sul e Sudeste brasileiro, entrando também na Argentina, Paraguai e Uruguai. No País, engloba Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. No território gaúcho, envolve a maior parte do Estado, ocupando espaços das áreas Central, Norte, Oeste e Sul.
O coordenador do projeto da Bacia do Paraná, Bruno Horn, informa que os indícios de metais-base foram identificados no norte do Rio Grande do Sul, próximos aos municípios de Três Passos e Ijuí, e na região de Morungava, no entorno de Gravataí. "Essas mineralizações têm elementos que andam juntos, pela afinidade química entre eles", comenta o geólogo. Caso se confirme a presença em abundância desses materiais, eles podem ser aproveitados economicamente por indústrias ligadas à fabricação de produtos como baterias de celulares, chips, cabos de energia, ligas metálicas, entre outros segmentos. No entanto, Horn ressalta que ainda é preciso intensificar os estudos para determinar se existe um volume que represente um potencial econômico.
Segundo o geólogo, a pandemia do coronavírus fez com que a equipe que desenvolve a pesquisa tivesse que adaptar seus planos, pois a ideia era neste ano começar os trabalhos de campo, nos locais a serem investigados. No entanto, essa etapa foi postergada para 2021. Apesar dessa dificuldade, ele prevê que será possível terminar o levantamento até 2023, ano previsto originalmente para concluir a iniciativa.
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