Porto Alegre, sexta-feira, 31 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Balanços

Bradesco se protege de calotes e lucro cai 40,1%

Ganho do banco no segundo semestre foi de R$ 3,9 bilhões

Ganho do banco no segundo semestre foi de R$ 3,9 bilhões


ALEXANDRO AULER/JC
O lucro líquido do Bradesco caiu 40,1% no segundo trimestre de 2020 ante igual período de 2019, para R$ 3,9 bilhões. É a segunda queda seguida, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Nos primeiros três meses do ano o lucro havia caído 39,8%. No entanto, comparando o primeiro trimestre com o segundo trimestre deste ano, o lucro teve leve alta de 3,2%.
O lucro líquido do Bradesco caiu 40,1% no segundo trimestre de 2020 ante igual período de 2019, para R$ 3,9 bilhões. É a segunda queda seguida, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Nos primeiros três meses do ano o lucro havia caído 39,8%. No entanto, comparando o primeiro trimestre com o segundo trimestre deste ano, o lucro teve leve alta de 3,2%.
O resultado do banco no acumulado do ano é um lucro de R$ 7,6 bilhões - o pior para o período desde 2014, durante a crise, quando registrou lucro de R$ 7,3 bilhões no primeiro semestre. O novo tombo do segundo trimestre foi causado por mais um forte aumento das reservas para cobrir calotes, consequência dos danos econômicos do coronavírus. O Bradesco - que já havia separado um volume 86% maior de recursos em março para tentar conter os impactos da pandemia - dobrou as provisões feitas entre abril e junho em relação ao mesmo trimestre de 2019.
A alta foi de 154,9%, para R$ R$ 8,9 bilhões. Desse total, foram R$ 3,8 bilhões relacionados ao ramo financeiro e R$ 747 milhões ao ramo de seguros. Segundo o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, a provisão adicional foi feita conservadoramente com base na incerteza sobre a extensão e a dimensão total da crise do coronavírus.
"As provisões acontecem sempre em função da expectativa de perdas futuras da carteira de crédito e são embasadas em informações históricas e prospectivas. Estamos bem provisionados para o momento, mas continuaremos seguidamente avaliando o cenário e fazendo novos ajustes se for necessário", disse Lazari. "O cenário econômico ainda é difícil, mas dá para dizer que aparentemente o pior momento já passou", afirmou.
Em relatório, o banco também afirmou que seus estudos internos, que são baseados em modelos estatísticos e que refletem a expectativa de perdas do banco em diferentes cenários econômicos indicaram a necessidade de reforço nas provisões. "Muito embora o tamanho do impacto na economia e a duração da crise ainda seja incerto, continuamos evoluindo em nossas operações de crédito. Evoluções que impactam as despesas com PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) em função das provisões mínimas requeridas pelo Banco Central", disse o banco em nota.
Ainda segundo o Bradesco, outra consequência do cenário econômico adverso foi a redução nas receitas com recuperação de créditos e aumento nas despesas com descontos concedidos e impairment (custos com deterioração) de ativos financeiros. No período, a carteira de crédito expandida do banco atingiu R$ 661,1 bilhões, alta de 14,9%. Esse avanço foi puxado principalmente pelos empréstimos para pessoas físicas, que subiram 12,3%, para
R$ 236 bilhões.
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