Porto Alegre, quinta-feira, 30 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 30 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Consumo

- Publicada em 03h08min, 30/07/2020. Atualizada em 03h00min, 30/07/2020.

Intenção de consumo cai 29,8% desde março

Incertezas geradas pela pandemia deixam famílias mais cautelosas

Incertezas geradas pela pandemia deixam famílias mais cautelosas


/LUIZA PRADO/JC

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) gaúchas teve nova deterioração em julho ao alcançar 69,7 pontos, queda de 5,1% frente ao mês passado e de 22,1% em relação ao mesmo período no ano passado. Desde março, mês em que se adotaram as primeiras medidas de distanciamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a perda acumulada foi de 29,8%. Os dados foram divulgados pela Fecomércio-RS nesta quarta-feira.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) gaúchas teve nova deterioração em julho ao alcançar 69,7 pontos, queda de 5,1% frente ao mês passado e de 22,1% em relação ao mesmo período no ano passado. Desde março, mês em que se adotaram as primeiras medidas de distanciamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a perda acumulada foi de 29,8%. Os dados foram divulgados pela Fecomércio-RS nesta quarta-feira.

Entre os componentes do ICF, os relacionados ao consumo são as variáveis que têm mais impactado negativamente o ICF, sendo o pessimismo generalizado. O nível de consumo atual (61,1 pontos) está 36,9% abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado e o momento para duráveis (que está no nível de 34,7 pontos) teve perda de 42,6% na mesma comparação. A perspectiva de consumir também se aprofundou em campo negativo, com 58,7 pontos, 39,6% abaixo de julho do ano passado, com mais da metade das famílias entrevistadas, de ambos os grupos de renda, projetando redução nas compras.

Em termos de emprego e renda, as condições continuam piorando, refletindo o cenário desafiador no mercado de trabalho imposto pela crise. A pesquisa revelou que na passagem do mês de junho para julho as famílias relataram aumento da insegurança quanto à permanência no emprego atual, tendo 24,8% dos entrevistados diagnosticado essa situação, contra 22,2% do mês anterior. Nesse aspecto, as famílias com renda superior a dez salários-mínimos, apesar de se manterem em patamar otimista (116,2 pontos), apresentaram queda mais intensa que o grupo de renda inferior (89,9 pontos). Essa dinâmica também ocorreu na avaliação sobre a renda atual das famílias: a queda de 3,9% do indicador geral também teve maior influência do grupo de renda familiar superior (100,9 pontos) que registrou contração na margem de 7,8%, enquanto as famílias que têm menor renda tiveram queda de 2,6%, aprofundando um pouco mais o patamar pessimista (72,9 pontos).

Segundo o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, além de toda incerteza gerada pela pandemia em si, que não tem prazo para acabar, a preocupação acerca do emprego e da renda nos próximos meses deixa as famílias ainda mais cautelosas para consumir. "Embora a realidade no estado seja diferente conforme a região, na Capital, onde a pesquisa é realizada, a crise se prolonga ainda mais com a permanência das restrições ao funcionamento dos negócios. Esse cenário tende a acentuar a deterioração no mercado de trabalho, contribuindo para que a incerteza permaneça elevada e a confiança para consumir se mantenha retraída", afirma Bohn.

Comentários CORRIGIR TEXTO