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- Publicada em 16h11min, 28/07/2020. Atualizada em 16h11min, 28/07/2020.

Ouro volta a renovar recorde histórico de fechamento, com covid e dólar fraco

Na Comex, a onça-troy do ouro com entrega para agosto encerrou em 0,70%, a US$ 1.944,60

Na Comex, a onça-troy do ouro com entrega para agosto encerrou em 0,70%, a US$ 1.944,60


VISUALHUNT.COM/DIVULGAÇÃO/JC
O contrato futuro de ouro mais líquido deu prosseguimento à escalada recente e, pelo terceiro dia consecutivo, renovou recorde histórico de fechamento, mas não conseguiu alcançar a marca de US$ 2 mil onça-troy. As incertezas a respeito da trajetória da economia global, em meio ao persistente avanço do coronavírus, e o dólar fraco oferecem suporte ao metal precioso e elevam os preços.
O contrato futuro de ouro mais líquido deu prosseguimento à escalada recente e, pelo terceiro dia consecutivo, renovou recorde histórico de fechamento, mas não conseguiu alcançar a marca de US$ 2 mil onça-troy. As incertezas a respeito da trajetória da economia global, em meio ao persistente avanço do coronavírus, e o dólar fraco oferecem suporte ao metal precioso e elevam os preços.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a onça-troy do ouro com entrega para agosto encerrou em 0,70%, a US$ 1.944,60. Na máxima do dia, o contrato chegou a ser cotado a US$ 1.974,70 a onça-troy, no maior nível intraday da história. Nas duas sessões anteriores, o metal também havia fechado em patamares recordes. Antes disso, o recorde de fechamento era o de 22 de agosto de 2011, quando encerrou a US$ 1.891,9.
"O ouro poderá sofrer uma retração saudável se esta semana oferecer uma liquidação mais ampla do mercado, mas as perspectivas para o resto do verão (no Hemisfério Norte) ainda são de alta", avalia o analista da Oanda, Edward Moya.
Na esteira da alta no número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, nas últimas semanas, investidores seguem reticentes a tomar riscos, o que eleva a demanda por ativos de segurança, como metais preciosos. O Conference Board mostrou hoje que a confiança do consumidor no país caiu de 98,3 para 92,6 na passagem de junho para julho. A estimativa de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal era de queda menor, a 94,3 pontos.
 
Segundo analistas, esse cenário reforça a necessidade de autoridades americanas implementarem novos estímulos fiscais. Republicanos e democratas enfrentam divergências nas negociações pelo novo pacote, com a Casa Branca contrária à proposta de estender o aumento temporário no auxílio-desemprego. Mesmo assim, há consenso sobre a urgência de uma nova rodada de medidas.
O ING explica também que as perspectivas negativas para o dólar também ajudam o ouro. Embora tenha tido viés de alta hoje, o índice DXY, que mede a variação da divisa americana frente a uma cesta de seis rivais fortes, atravessa um período de baixa, tendo renovado ontem mínima em dois anos. "Uma fraqueza adicional no índice do dólar vem alimentando o impulso do ouro", explica o ING, em relatório enviado a clientes.
Agência Estado
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