Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 24 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado financeiro

- Publicada em 15h09min, 27/07/2020.

Ouro amplia rali, renova máxima histórica e fecha acima dos US$ 1.900 a onça-troy

Ouro para agosto encerrou a sessão com ganho de 1,77%, a US$ 1.931,0 a onça-troy

Ouro para agosto encerrou a sessão com ganho de 1,77%, a US$ 1.931,0 a onça-troy


VISUALHUNT.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Os contratos futuros do ouro ampliaram o rali no pregão desta segunda-feira (27) e renovaram a máxima histórica de fechamento, depois de terem alcançado recorde na sexta-feira (24). Dólar fraco, juros baixos, incerteza com a pandemia de Covid-19 e temor de acirramento do conflito entre os Estados Unidos e a China impulsionam a demanda pelo metal precioso.
Os contratos futuros do ouro ampliaram o rali no pregão desta segunda-feira (27) e renovaram a máxima histórica de fechamento, depois de terem alcançado recorde na sexta-feira (24). Dólar fraco, juros baixos, incerteza com a pandemia de Covid-19 e temor de acirramento do conflito entre os Estados Unidos e a China impulsionam a demanda pelo metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para agosto encerrou a sessão com ganho de 1,77%, a US$ 1.931,0 a onça-troy, superando a máxima histórica de US$ 1.897,5 a onça-troy registrada no pregão anterior. Antes, o recorde de fechamento do metal havia sido em 22 de agosto de 2011, quando encerrou cotado a US$ 1.891,9 a onça-troy. A comparação é feita com base nos contratos mais líquidos.
"Historicamente, é um custo manter ouro. Como armazenamento de riqueza, você tem que pagar para manter ouro em algum lugar. Mas, agora, com taxas de juros tão baixas, dá no mesmo. E também é um hedge de inflação", explicou ao Broadcast o analista Ilan Solot, do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH).
Para mitigar os impactos da crise gerada pelo coronavírus, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortou os juros para a faixa entre 0% e 0,25% ao ano e retomou seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), com compras ilimitadas de ativos. "Quanto mais os bancos centrais imprimem, mais as pessoas ficam com medo de que isso tire o valor das moedas, então o ouro é uma forma de armazenar um pouco de valor", afirma Solot, do BBH. Nesta semana, há reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) e o mercado espera que o Fed mantenha a postura dovish.
O analista do BBH também chama a atenção para a fraqueza do dólar, nas últimas semanas, contra outras moedas fortes, como o euro e a libra. "À medida que o dólar enfraquece, todas as commodities, em geral, tendem a apreciar, porque são precificadas em dólar", ressalta.
"Temos sido otimistas em relação ao ouro este ano e acreditamos que o cenário provavelmente está pronto para que o ouro continue subindo mais no restante de 2020", avaliam analistas da corretora americana LPL Financial, em relatório divulgado hoje. Os profissionais destacam as incertezas para a perspectiva econômica, com a pandemia, e as tensões entre Washington e Pequim.
Hoje, os EUA cumpriram a determinação da China de fechamento do consulado americano na cidade de Chengdu. A decisão do país asiático foi uma resposta à ordem dos EUA para que as operações do consulado chinês em Houston, no Texas, fossem encerradas.
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO