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Trabalho

- Publicada em 14h32min, 24/07/2020.

Desde maio, 8,3 milhões das pessoas ocupadas já voltaram ao trabalho, diz IBGE

Número de desocupados continua alto, com 11,5 milhões de pessoas no período pesquisado

Número de desocupados continua alto, com 11,5 milhões de pessoas no período pesquisado


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
Metade das pessoas ocupadas que foram afastadas do trabalho devido ao isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 já voltou a ocupar seus postos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid), divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na semana de 24 de junho a 4 de julho, 8,3 milhões de trabalhadores, ou 10,1% da população ocupada, continuam afastados, contra os 16,6 milhões registrados pelo IBGE na primeira semana de maio, ou 19,8%, quando foi iniciada a pesquisa.
Metade das pessoas ocupadas que foram afastadas do trabalho devido ao isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 já voltou a ocupar seus postos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid), divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na semana de 24 de junho a 4 de julho, 8,3 milhões de trabalhadores, ou 10,1% da população ocupada, continuam afastados, contra os 16,6 milhões registrados pelo IBGE na primeira semana de maio, ou 19,8%, quando foi iniciada a pesquisa.
A população ocupada e não afastada do trabalho somava 71 milhões de pessoas o período, acima da semana anterior, quando foram registradas 69,2 milhões de pessoas. Em maio, eram 63,9 milhões nessa situação. O nível de ocupação na semana de 24 de junho a 4 de julho era de 48,1%, estável em relação à semana anterior (48,5%) e com queda em relação à primeira semana de maio (49,4%).
O número de desocupados continua alto, 11,5 milhões de pessoas no período pesquisado, abaixo, porém, dos 12,4 milhões da semana passada, reduzindo a taxa de desocupação para 12,3%, ante 13,1% da semana anterior, mas superando o nível de 10,5% do início da pesquisa do IBGE.
A nova pesquisa é uma versão da Pnad Contínua, planejada em parceria com o Ministério da Saúde, para levantar dados sobre o mercado de trabalho e saúde. A coleta mobiliza cerca de 2 mil agentes do IBGE, que levantam informações remotamente de 193,6 mil domicílios distribuídos em 3.364 municípios de todos os Estados do País.
Segundo o IBGE, a população ocupada no período era de 81,8 milhões de pessoas, registrando queda frente à semana anterior (82,5 milhões de pessoas) e aos 83,9 milhões da primeira semana da pesquisa. O IBGE apurou que 8,9 milhões de pessoas trabalhavam remotamente, número que tem permanecido praticamente estável em relação a todo o período pesquisado.
Já a população que não estava trabalhando e nem procurando emprego aumentou para 76,8 milhões de pessoas, um aumento de 1,7 milhões de pessoas comprado à semana anterior. Nessa população, cerca de 28,7 milhões de pessoas (ou 37,4% da população fora da força de trabalho) disseram que gostariam de trabalhar. Esse contingente aumentou em relação à semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).
Por causa da pandemia, cerca de 19,4 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, Elas correspondiam a 67,4% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. Esse contingente aumentou em relação à semana anterior (17,8 milhões ou 66,2%), mas permaneceu estável em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%), informou o IBGE.
Agência Estado
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