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Atualizada em 18h39min, 23/07/2020.

Taxa de desocupação no Brasil sobe para 12,4% em junho, diz IBGE

Houve elevação no total de desempregados em todas as grandes regiões do País

Houve elevação no total de desempregados em todas as grandes regiões do País


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
A taxa de desocupação no País ficou em 12,4% em junho, um aumento de 1,7 ponto porcentual em relação ao resultado de maio, quando estava em 10,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de desocupação no País ficou em 12,4% em junho, um aumento de 1,7 ponto porcentual em relação ao resultado de maio, quando estava em 10,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de desemprego cresceu na passagem de maio para junho em todas as grandes regiões: de 11,2% para 13,2% no Nordeste; de 10,9% para 12,9% no Sudeste; de 11,4% para 12,4% no Centro-Oeste; de 11,0% para 12,3% no Norte; e de 8,9% para 10,0% no Sul.
O País tinha 38,5 milhões de pessoas desempregadas ou inativas que gostariam de trabalhar em junho. Ao todo, 17,8 milhões de brasileiros não procuraram trabalho por causa da pandemia ou da falta de vaga na localidade em que residiam, o que sinaliza um potencial para pressionar a taxa de desemprego nas próximas leituras.
Em junho, 83,4 milhões de pessoas estavam ocupadas. Os desempregados somavam 11,8 milhões e havia outros 74,9 milhões de inativos.
Em relação a maio, houve redução de 1,1% no total de pessoas ocupadas, além de um salto de 16,6% no total de desocupados. Houve pressão da população inativa, que caiu 0,6% em junho em relação a maio.
"Essa população subutilizada já está posta, o que ela está fazendo é se movimentando. Reduz ocupação e processo de aumento da desocupação. O desemprego está aumentando por causa dessa população subutilizada, desse desalento, que se movimenta numa busca expressiva por trabalho", disse Cimar Azeredo, diretor-ajunto de Pesquisas do IBGE.
Houve elevação no total de desempregados em todas as grandes regiões, com destaque para os aumentos ocorridos no Sudeste (18,8%) e Nordeste (18,6%).

7,1 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em junho

O Brasil tinha 83,4 milhões de trabalhadores ocupados em junho, mas cerca de 14,8 milhões estavam afastados do trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dessa fatia de afastados, 48,4% estavam sem remuneração, o equivalente a 7,1 milhões de trabalhadores. Em maio, o porcentual de afastados sem remuneração era de 51,3%, o equivalente a 9,7 milhões de pessoas.
No Nordeste, 51,8% das pessoas afastadas do trabalho estavam sem remuneração.
Em todo o País, a fatia de afastados como decorrência das medidas de distanciamento social para combate à pandemia do novo coronavírus caiu de 18,6% dos ocupados em maio para 14,2% dos ocupados em junho, totalizando 11,8 milhões de pessoas, embora tenha havido redução em todas as grandes regiões do País.
O Nordeste teve a maior proporção de afastados do trabalho devido ao distanciamento social (20,2%), seguido pela região Norte, (17,1%), enquanto o Sul foi a região menos afetada pelo isolamento (7,8%).
No mês de junho, 27,3% da população ocupada, 18,7 milhões de pessoas, trabalharam menos do que sua jornada habitual, enquanto cerca de 2,6 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. A média semanal de horas efetivamente trabalhadas em junho foi de 29,5 horas no País, ante uma média habitual de 39,8 horas.
O rendimento efetivo dos trabalhadores foi de R$ 1.944 em junho, 16,6% aquém do rendimento habitual de R$ 2.332. Em maio, a renda efetiva foi 18,5% inferior à habitual.
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