Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

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mercado financeiro

Atualizada em 17h40min, 22/07/2020.

Dólar tem terceira queda seguida e cai a R$ 5,11, menor nível desde 12 de junho

No fechamento, o dólar à vista terminou em baixa de 1,83%, cotado em R$ 5,1157

No fechamento, o dólar à vista terminou em baixa de 1,83%, cotado em R$ 5,1157


FREEPIK/REPRODUÇÃO/JC
O dólar teve novo dia de forte queda e fechou a quarta-feira (22), no menor nível desde 12 de junho, quando estava em R$ 5,04. Um cenário marcado por melhora do ambiente político doméstico, perspectiva de avanço da reforma tributária após o governo entregar suas medidas ao Congresso, entrada de capital externo para oferta de ações e enfraquecimento do dólar no exterior levaram o real a ter o terceiro dia seguido de valorização e, novamente, ser a moeda com melhor desempenho no exterior, com grandes investidores reforçando o desmonte de posições contra a divisa brasileira. A moeda americana já acumula baixa de 5,9% em julho.
O dólar teve novo dia de forte queda e fechou a quarta-feira (22), no menor nível desde 12 de junho, quando estava em R$ 5,04. Um cenário marcado por melhora do ambiente político doméstico, perspectiva de avanço da reforma tributária após o governo entregar suas medidas ao Congresso, entrada de capital externo para oferta de ações e enfraquecimento do dólar no exterior levaram o real a ter o terceiro dia seguido de valorização e, novamente, ser a moeda com melhor desempenho no exterior, com grandes investidores reforçando o desmonte de posições contra a divisa brasileira. A moeda americana já acumula baixa de 5,9% em julho.
No fechamento, o dólar à vista terminou em baixa de 1,83%, cotado em R$ 5,1157. Na mínima do dia, a moeda americana caiu para a casa dos R$ 5,08. No mercado futuro, o dólar para agosto era negociado em baixa de 1,18% às 17h, em R$ 5,1130.
A proposta de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso é um "desenvolvimento positivo" e melhora a narrativa para investir no Brasil, avalia o analista para mercados emergentes do banco suíço Julius Baer, Mathieu Racheter. Por ser um tema complexo, ele acha que a tramitação será lenta, mas se aprovadas, as medidas podem aumentar a competitividade e a produtividade do Brasil.
Para o economista-chefe de mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Economics, William Jackson, a entrega da proposta de mudanças tributárias do governo é um sinal de que ainda há chance progresso na agenda de reformas do Brasil, após a turbulência política causada nos últimos meses pela pandemia do coronavírus. No médio prazo, se aprovadas, as medidas estimulam um maior crescimento potencial do País, o que por sua vez ajuda na consolidação fiscal, ressalta ele.
Traders das mesas de câmbio ressaltam ainda que ofertas de ações recentes e as cerca de 30 a 50 operações esperadas para este segundo semestre no Brasil contribuem para retirar pressão no câmbio. O economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, destaca que muitos estrangeiros têm entrado no Brasil comprando ações nestas ofertas, seja aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês) ou ofertas subsequentes.
A varejista de material de construção Quero-Quero deve ser a próxima a estrear na B3, com oferta total que pode chegar em R$ 2,5 bilhões. Entre os nomes que já começaram a preparar IPO estão a 2W Energia, a incorporadora Nortis e a empresa de varejo de medicamentos d1000. A Caixa Econômica Federal voltou a retomar o processo da Caixa Seguridade. Já a incorporadora You Inc e a Ambipar estão entre os nomes que fizeram ofertas recentes na B3.
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