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- Publicada em 03h00min, 16/07/2020.

Crise exige novas medidas para os micro e pequenos negócios

Durante live do Tá na Mesa, realizada pela Federasul nesta quarta-feira (15), o Diretor-Superintendente do Sebrae-RS, André Godoy, destacou que a instituição entende que as políticas de controle da disseminação do novo coronavírus devem ser feitas de maneira seletiva, e não de maneira uniforme, como têm sido realizadas. Isso, segundo ele, gera um grave problema econômico para o Estado.
Durante live do Tá na Mesa, realizada pela Federasul nesta quarta-feira (15), o Diretor-Superintendente do Sebrae-RS, André Godoy, destacou que a instituição entende que as políticas de controle da disseminação do novo coronavírus devem ser feitas de maneira seletiva, e não de maneira uniforme, como têm sido realizadas. Isso, segundo ele, gera um grave problema econômico para o Estado.
Segundo dados apresentados por Godoy, houve um crescimento de 80,22% no número total de clientes atendidos pelo Sebrae em 2020 em relação ao ano anterior. Isso é um reflexo da desorientação apresentada pelos empreendedores do Rio Grande do Sul frente às incertezas do momento, decorrentes principalmente das restrições estaduais, que impossibilitam a criação de um planejamento a médio, longo e, até mesmo, a curto prazo para as empresas. A entidade, diante disso, se apresentou como uma alternativa para os pequenos negócios.
Conforme Gody, desde o início da pandemia, o Sebrae tem se adaptado à nova realidade através da migração para as plataformas online. A instituição já disponibiliza virtualmente de diversos serviços para os seus clientes, dentre os quais estão palestras, workshops, lives, bate-papos, consultorias e cursos via Whatsapp, além de também oferecer um serviço de escalada digital por meio da criação de um marketplace, no qual as empresas podem vender os seus produtos e ampliar a sua visibilidade. Isso tem colaborado com a sobrevivência dos pequenos empreendimentos.
De acordo com a última pesquisa da instituição, apresentada na live por Godoy, 5,6% das empresas pesquisadas decidiram fechar definitivamente o seu negócio, um percentual que aumentou em 1,6% em relação à pesquisa anterior, realizada no período de 17 a 25 de junho, mas que ainda permanece baixo considerando o cenário atual. Durante a conversa, Godoy também destacou a melhoria das condições para obtenção do financiamento proporcionada pelo novo programa do governo federal destinado ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas, o Pronampe. De acordo com ele, o projeto melhorou muito o acesso às linhas de crédito, trazendo uma esperança para empresas no Rio Grande do Sul. No entanto, ele reconheceu que ainda há uma grande dificuldade de acesso das PMEs. "A demanda é muito maior do que a oferta". O encontro teve como mediadora a presidente da Federasul, Simone Leite.
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