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conjuntura

- Publicada em 10h04min, 14/07/2020. Alterada em 10h52min, 14/07/2020.

IBC-Br sobe 1,31% em maio ante abril, com ajuste, afirma Banco Central

Efeitos da pandemia na economia se intensificaram a partir de março, com o isolamento social

Efeitos da pandemia na economia se intensificaram a partir de março, com o isolamento social


MARCO QUINTANA/JC
Após forte retração nos meses de fevereiro e março, a atividade econômica brasileira mostra sinais de recuperação da pandemia do novo coronavírus. O Banco Central informou nesta terça-feira (14) que o Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 1,31% em maio ante abril, na série já livre de influências sazonais. Em abril, o recuo havia sido de 9,45% (dado revisado). O indicador é conhecido como uma espécie de "prévia do PIB".
Após forte retração nos meses de fevereiro e março, a atividade econômica brasileira mostra sinais de recuperação da pandemia do novo coronavírus. O Banco Central informou nesta terça-feira (14) que o Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 1,31% em maio ante abril, na série já livre de influências sazonais. Em abril, o recuo havia sido de 9,45% (dado revisado). O indicador é conhecido como uma espécie de "prévia do PIB".
Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, apesar de percebidos em fevereiro, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter o número de mortos, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que impactou a atividade econômica. Em maio, porém, o IBC-Br já demonstrou reação, conforme os dados desta terça do BC. De abril para maio, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 118,86 pontos para 120,42 pontos na série dessazonalizada.
Na comparação entre os meses de maio de 2020 e maio de 2019 houve baixa de 14,24% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 119,39 pontos em maio. O recuo em maio de 2020 ante o mesmo mês de 2019 foi maior que o apontado pela mediana (-12,20%) das previsões de analistas do mercado financeiro (-16,30% a -9,80% de intervalo).
Acumulado
O IBC-Br acumulou baixa de 6,08% em 2020 até maio, informou o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta baixa de 2,08% nos 12 meses encerrados em maio.
Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2020 é de retração de 6,4%. Este cálculo foi divulgado por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.
No Relatório de Mercado Focus divulgado pelo BC nessa segunda-feira (13) a projeção é de queda de 6,10% do PIB em 2020. O Focus reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro.
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