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- Publicada em 08h12min, 14/07/2020. Alterada em 08h12min, 14/07/2020.

Bolsas asiáticas fecham em baixa, com avanço da Covid-19 e tensões EUA-China

Atritos entre Pequim e Washington seguem no radar de investidores

Atritos entre Pequim e Washington seguem no radar de investidores


DAN KITWOOD AND NICHOLAS KAMM/AFP/JC
As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira (14), uma vez que a disseminação do coronavírus pelo mundo, em particular nos EUA, e atritos entre Washington e Pequim voltaram a pesar no recente apetite por risco, deixando indicadores positivos da balança comercial da China em segundo plano.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira (14), uma vez que a disseminação do coronavírus pelo mundo, em particular nos EUA, e atritos entre Washington e Pequim voltaram a pesar no recente apetite por risco, deixando indicadores positivos da balança comercial da China em segundo plano.
O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,87% em Tóquio, a 22.587,01 pontos, enquanto o chinês Xangai Composto recuou 0,83%, a 3.414,62 pontos, e o Hang Seng se desvalorizou 1,14% em Hong Kong, a 25.477,89 pontos. Ontem, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que vários países "estão indo na direção errada" na pandemia da Covid-19 e disse que as Américas continuam a ser o epicentro global da doença. EUA e Brasil lideram o ranking global de casos e mortes por coronavírus.
A situação é mais preocupante nos EUA. Lá, a Califórnia anunciou que vai fechar operações internas em estabelecimentos como bares e restaurantes, diante do aumento de novos casos de coronavírus. Já a Flórida acumula quase 280 mil casos da doença.
Tensões entre EUA e China também estão no radar. Em comunicado divulgado ontem, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que a reivindicação do governo chinês pelo controle de recursos offshore em boa parte do Mar do Sul da China (também chamado de Mar da China Meridional) é "completamente ilegal".
Além disso, o governo Trump planeja em breve anular um acordo de 2013 entre autoridades de auditoria de Washington e Pequim, segundo fonte do Departamento de Estado ouvida pela Reuters, numa medida que poderá levar a uma repressão mais ampla a empresas chinesas listadas em bolsas nos EUA.
Neste cenário desfavorável, o bom desempenho das exportações e importações da China, que contrariaram as expectativas e subiram na comparação anual de junho, foi ignorado hoje por investidores. Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve leve baixa de 0,11% em Seul hoje, a 2.183,61 pontos, enquanto o Shenzhen Composto - índice chinês de menor abrangência - caiu 0,85%, a 2.309,57 pontos, e o Taiex registrou queda marginal de 0,02% em Taiwan, a 12.209,01 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, e o S&P/ASX 200 caiu 0,61% em Sydney, a 5.941,10 pontos.
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