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Agronegócio

30/06/2020 - 14h31min. Alterada em 30/06 às 14h31min

Combate ao gafanhoto avança na Argentina, mas praga ainda ameaça o RS

Argentina intensificou combate à nuvem de gafanhotos por terra e ar no final de semana

Argentina intensificou combate à nuvem de gafanhotos por terra e ar no final de semana


Sindag/Senasa/Divulgação/JC
Thiago Copetti
Mesmo após combate por terra e ar em território argentino ter eliminado cerca de 20% da nuvem de gafanhotos, e de o frio e da chuva darem uma trégua no avanço da praga, o Rio Grande do Sul seguem em alerta. E assim deve permanecer por algum tempo. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), porém, agora o setor tem munições melhor definidas para levantar voo caso a nuvem avance sobre o território brasileiro.
Mesmo após combate por terra e ar em território argentino ter eliminado cerca de 20% da nuvem de gafanhotos, e de o frio e da chuva darem uma trégua no avanço da praga, o Rio Grande do Sul seguem em alerta. E assim deve permanecer por algum tempo. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), porém, agora o setor tem munições melhor definidas para levantar voo caso a nuvem avance sobre o território brasileiro.
 
Nesta terça-feira (30), o Ministério da Agricultura (Mapa) publicou nova portaria com diretrizes para a elaboração do plano de combate a ser adotado em caso de surto da praga nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O Mapa considerou parecer da Embrapa quanto à indisponibilidade de produtos específicos para combater esse tipo de gafanhoto e autoriza, em caráter emergencial, o uso dos inseticidas biológicos e três princípios ativos químicos já adotados para o controle de pragas no País, como em lavouras de soja, para tentar limitar um possível avanço dos insetos por aqui.
Pilotos agrícolas brasileiros, em conjunto com os sindicatos do setor na Argentina e no Uruguai, assim como autoridades do Ministério da Agricultura de cada País, se reúnem em videoconferência na próxima quinta-feira (2) para fazer um balanço da crise e a possibilidade de ações conjuntas entre os três países caso a situação persista e em situações semelhantes futuras.
O tema acabou entrando incluído em cima da hora na programação do Congresso Web promovido pelo Sindag, que começou no último dia 27 e segue até 23 de julho. A videoconferência terá transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal da entidade. Segundo o representante local das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Martin Rapetti, na segunda-feira os insetos foram localizados na região do município de Sauce – a cerca de 150 quilômetros de Barra do Quaraí.
“Pelo que tivemos de informações mais atualizadas pela Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina), eles não se moveram em distâncias significativas, porque lá também está chove bastante”, diz Jairo Carbonari, chefe da divisão de defesa agropecuária da superintendência federal do ministério no RS.
De acordo com o Sindag, a chuva na província argentina de Corrientes suspendeu as operações de combate e também o deslocamento dos insetos. Mas, de acordo com professor Mauricio Paulo Pasini, doutor em entomologia e pesquisador da Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e consultado pelo Sindag sobre o inseto, a chuva apenas impedem a migração momentaneamente.
“Os gafanhotos ficam onde estão e voltam a migrar depois que a chuva passa. O que elimina os insetos é o frio. A partir de cinco graus, já eliminaria alguns indivíduos. Mas, para eliminar a nuvem, seria preciso frio abaixo de zero”, explica o professor.
Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ricardo Felicetti porém diz que a orientação dos ventos não é favorável ao Estado.
“O movimento é na direção oeste e noroeste do Estado, na fronteira com a Argentina, então cogitamos a possibilidade de ainda se deslocarem para cá nessa corrente de ventos. Apesar da condição climática, de que vai esfriar no Estado, ainda há esse risco”, assegura Felicetti.
O combate no final de semana
  • Na noite de sexta-feira (26), o combate feito por aviões havia eliminado cerca de 20% da nuvem, conforme as equipes puderam avaliar na manhã seguinte. No sábado (27), a nuvem havia decolado pela manhã e permanecido o dia circulando na mesma região, pousando no local onde ocorreram as ações por terra, no dia seguinte.
  • No domingo (28), as ações abrangeram operações de pulverização por terra (com bombas costais) pela manhã. No entanto, pouco depois do meio-dia os insetos decolaram e teriam se deslocado para sudoeste (mais para dentro da Argentina), pousando em um local entre 60 e 80 quilômetros do ponto original.
  • Na segunda-feira (29), a missão era primeiro localizar os gafanhotos e em seguida combater os insetos novamente com uso de aviões (como ocorreu na sexta-feira). No entanto, o tempo chuvoso inviabilizou aplicações.
Fonte: Sindag
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