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Mercado financeiro

Alterada em 30/06 às 14h23min

Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda

Índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com leve alta, de 0,13%, nesta terça-feira

Índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com leve alta, de 0,13%, nesta terça-feira


MIGUEL MEDINA/AFP/JC
A maior parte das bolsas da Europa fechou em queda nesta terça-feira (30) em meio às repercussões da aprovação, na China, da lei de segurança nacional sobre Hong Kong, que deve elevar as tensões com os Estados Unidos. Mesmo assim, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com leve alta, de 0,13%, em 360,34 pontos, terminando o trimestre com ganho de 12,59% - maior avanço porcentual desde março de 2015, segundo a Dow Jones Newswires.
A maior parte das bolsas da Europa fechou em queda nesta terça-feira (30) em meio às repercussões da aprovação, na China, da lei de segurança nacional sobre Hong Kong, que deve elevar as tensões com os Estados Unidos. Mesmo assim, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com leve alta, de 0,13%, em 360,34 pontos, terminando o trimestre com ganho de 12,59% - maior avanço porcentual desde março de 2015, segundo a Dow Jones Newswires.
"Mais uma vez, a Europa parecia um pouco incerta depois do fechamento, puxada em diferentes direções por manchetes da covid-19 continuamente alarmantes e uma manhã amplamente positiva para dados, se você olhar além do Reino Unido", disse Connor Campbell, analista da Spreadex.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,3% em junho, na comparação anual, após avanço de 0,1% em maio, acima da previsão de nova alta de 0,1% dos analistas. A inflação, porém, segue muito distante da meta de quase 2% do BCE.
O vice do banco central, Luis de Guindos, voltou a alertar mais tarde hoje para o risco de deflação na zona do euro, defendendo medidas fiscais para amparar o quadro. O Commerzbank lembra em relatório que o pacote estímulo da Alemanha entra em vigor amanhã e diz que ele ajudará a economia local, apoiando a recuperação.
Também dirigente do BCE, Isabel Schnabel afirmou que alguns indicadores recentes não devem ser superestimados, dizendo que prevê recuperação lenta na zona do euro. Segundo ela, ganhos recentes do mercado acionário da região são fruto da percepção de que os lockdowns "caminham para seu fim", mas Schnabel advertiu que alguns setores "nunca retomarão sua forma anterior à crise".
Em meio às dúvidas sobre a retomada da atividade, foi monitorado ainda o fato de que a China avançou para impor uma nova lei de segurança sobre Hong Kong, o que é visto como um desafio para os EUA e uma quebra do pacto sobre "Um país, dois sistemas" entre China e Hong Kong.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,90%, em 6.169,74 pontos. Entre ações em foco, o papel da Royal Dutch Shell caiu 3,94%, após a empresa ter dito que espera registrar baixa contábil após impostos de até US$ 22 bilhões no balanço do segundo trimestre, depois de revisar para baixo projeções de preços para o petróleo e o gás no médio e no longo prazo, por causa da pandemia. Lloyds recuou 0,26% e BP, 2,45%.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,64%, a 12.310,93 pontos. Deutsche Bank avançou 0,40%, mas Commerzbank ficou estável. E.ON, do setor de energia, registrou alta de 1,02%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 caiu 0,19%, a 4.935,99 pontos. A petroleira Total se saiu mal na capital francesa, com baixa de 1,66%, mas Crédit Agricole subiu 0,50%.
Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB fechou em queda de 0,37%, a 19.375,22 pontos. Em Madri, o índice IBEX 35 caiu 0,64%, para 7.231,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,05%, a 4.390,25 pontos.
 
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