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mercado financeiro

Alterada em 26/06 às 18h17min

Bolsas de Nova Iorque fecham em queda superior a 2%, com alta de casos de covid-19 nos EUA

Indicadores divulgados hoje tiveram repercussão mista

Indicadores divulgados hoje tiveram repercussão mista


JEENAH MOON/GETTY IMAGES/AFP/JC
As bolsas de Nova Iorque encerraram o pregão desta sexta-feira (26), com queda superior a 2%, em meio a preocupações nos mercados financeiros com o aumento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos. Atritos entre Washington e Pequim e perdas significativas no setor financeiro e em ações de companhias como o Facebook também colocaram pressão sobre os índices acionários.
As bolsas de Nova Iorque encerraram o pregão desta sexta-feira (26), com queda superior a 2%, em meio a preocupações nos mercados financeiros com o aumento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos. Atritos entre Washington e Pequim e perdas significativas no setor financeiro e em ações de companhias como o Facebook também colocaram pressão sobre os índices acionários.
O Dow Jones recuou 2,84%, a 25.015,55 pontos, o S&P 500 cedeu 2,42%, a 3.009,05 pontos, e o Nasdaq caiu 2,59%, a 9.757,22 pontos. Na comparação semanal, os índices acionários registraram queda de 3,31%, 2,86% e 1,90, respectivamente.
"As ações dos EUA recuaram nesta semana após o aumento dos casos de Covid-19 nos estados do sul e oeste do país e o teste de estresse dos bancos restringindo os pagamentos de dividendos", resumem analistas da corretora americana LPL Financial.
De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, (CDC, na sigla em inglês), o país registrou 40.588 novas infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, o segundo maior número diário desde o início da pandemia, atrás apenas do total de casos confirmados no dia 6 de abril.
O ressurgimento de casos de Covid-19 levou a Flórida e o Texas a aumentarem as restrições sobre o funcionamento de bares e restaurantes. Para analistas do banco americano Citi, porém, a situação desses Estados ainda não representa uma mudança nas perspectivas de recuperação econômica.
Indicadores divulgados hoje tiveram repercussão mista. A renda pessoal caiu menos do que o esperado em maio, mas os gastos com consumo no mesmo mês e o índice de sentimento do consumidor de junho ficaram aquém do que previam economistas.
Diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci alertou hoje para "sérios problemas" nas regiões afetadas pelo aumento dos casos de coronavírus. O vice-presidente americano, Mike Pence, disse que 16 estados enfrentam alta nas infecções.
No S&P 500, o subíndice do setor de comunicações liderou as perdas (-4,49%), seguido pelo do setor financeiro (-4,33%). Após empresas anunciarem a suspensão de anúncios no Facebook e no Twitter, ao cobrarem posições das redes sociais sobre o combate a discursos de ódio, as ações das duas companhias recuaram 8,32% e 7,40%, respectivamente. Executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg prometeu mudanças.
No setor bancário, os papéis foram pressionados pela repercussão do teste de estresse divulgado ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A autoridade monetária suspendeu as recompras de ações e limitou os pagamentos de dividendos no terceiro trimestre, além de ter alertado para perdas de até US$ 700 bilhões no setor caso o pior cenário para a crise se concretize. As ações do Goldman Sachs caíram 8,65% e as do Wells Fargo cederam 7,42%.
As tensões entre os EUA e a China também continuaram no radar dos investidores. Hoje, o Departamento de Estado americano anunciou restrições de vistos a autoridades chinesas envolvidas na aplicação de uma lei de segurança nacional em Hong Kong.
Contato: iander.porcella@estadao.com
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