Porto Alegre, quinta-feira, 25 de junho de 2020.

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25/06/2020 - 08h56min. Alterada em 25/06 às 08h56min

Dificuldades para quitar dívidas têm novo avanço em junho, aponta Fecomércio-RS

Mesmo quando as lojas estavam abertas, consumidores priorizaram compra de itens básicos

Mesmo quando as lojas estavam abertas, consumidores priorizaram compra de itens básicos


maria ana krack - pmpa/divulgação/jc
O percentual de famílias endividadas atingiu 61,9% em junho, com pequena elevação em relação a maio (61,0%). Já em comparação com o mesmo período em 2019, o indicador permanece em patamar menor (69,4%). Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS), divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (25).
O percentual de famílias endividadas atingiu 61,9% em junho, com pequena elevação em relação a maio (61,0%). Já em comparação com o mesmo período em 2019, o indicador permanece em patamar menor (69,4%). Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS), divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (25).
Em relação à percepção do nível de endividamento, a pesquisa registrou queda no percentual de famílias que se consideraram muito endividadas, registrando 14,4% em junho ante 17,9% em maio. Além disso, a parcela média da renda comprometida com dívidas permaneceu em patamar baixo, registrando 21,3%. "Esses resultados refletem o cenário geral do consumo das famílias diante da crise. Com cautela em relação à pandemia e seu rumo, o consumo teve queda drástica e ficou concentrado em itens básicos, com as famílias evitando contrair dívidas e comprometer as finanças com parcelas para comprar outros bens", comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Em relação aos indicadores de inadimplência, o percentual de famílias que relataram ter contas em atraso marcou 27,8% no mês de junho (27,5% em maio) e o percentual daquelas que indicaram não ter condições para pagar contas atrasadas nos próximos 30 dias foi de 14,2%, com pequena elevação em relação ao mês anterior, quando registrava 13,5%. Porém, esses resultados refletem resultados diferentes entre os diferentes grupos de renda analisados. Houve piora na situação de persistência da inadimplência para as famílias com menos de dez salários-mínimos: 17,2% referiram que não terão condições de pagar as contas atrasadas nos próximos 30 dias, o que corresponde a mais da metade (53,8%) das famílias com contas atrasadas nesse grupo. Em maio, o indicador marcava 16,1%.
“As consequências da crise sobre a renda e o emprego tem imposto um cenário crítico para as famílias mais suscetíveis. Os dados têm apontado para um aumento gradativo de famílias com renda menor enfrentando dificuldades para quitar contas em aberto”, disse Bohn. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho, em maio, 80% daqueles que solicitaram seguro-desemprego no Rio Grande do Sul se encontravam em faixas salariais até três salários-mínimos e 94% até cinco salários-mínimos.
A Peic é realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No
Rio Grande do Sul, é realizada em Porto Alegre ao longo dos dez dias anteriores ao mês de referência - neste caso, no final de maio - e abrange em sua amostra, no mínimo, 600 famílias. 
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