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Notícia da edição impressa de 25/06/2020. Alterada em 25/06 às 03h00min

Bancos públicos debatem ações contra a pandemia

João Pedro Rodrigues
Os presidentes do Banrisul, Claudio Coutinho, e do Badesul, Jeanette Lontra, participaram, nesta quarta-feira (24), de mais um dos encontros virtuais do Tá na Mesa, realizado pela Federasul. O tema da vez foi "O papel dos bancos públicos no enfrentamento à Covid-19" e abriu espaço para que os convidados apresentassem as ações tomadas pelas duas instituições financeiras durante os mais de três meses do início da pandemia.
Os presidentes do Banrisul, Claudio Coutinho, e do Badesul, Jeanette Lontra, participaram, nesta quarta-feira (24), de mais um dos encontros virtuais do Tá na Mesa, realizado pela Federasul. O tema da vez foi "O papel dos bancos públicos no enfrentamento à Covid-19" e abriu espaço para que os convidados apresentassem as ações tomadas pelas duas instituições financeiras durante os mais de três meses do início da pandemia.
Durante a conversa mediada pela presidente da Federasul, Simone Leite, os representantes das duas entidades ressaltaram os esforços realizados na tomada de medidas em relação à saúde e à economia. Tanto o Banrisul quanto o Badesul passaram as suas atividades para o home office, tendo que adaptar todos os seus serviços de forma a garantir a segurança dos colaboradores e clientes.
Em razão disso, para Coutinho, o Banrisul "já vive o novo normal", que, segundo ele, é representado pela maior integração tecnológica e a menor necessidade da presença física em agências. O banco, por exemplo, tem realizado o agendamento de atendimentos para evitar aglomerações.
Quanto às ações econômicas, a preocupação das instituições é ajudar os clientes a evitar o crescimento da inadimplência. Jeanette salientou que, apenas na instituição, o standstill (congelamento de dívidas) alcançou a cifra de R$ 265 milhões, além da suspensão de pagamentos de contratos por seis meses, tudo sem cobrança de taxas.
Além disso, o Badesul procurou recursos para garantir o atendimento às demandas de seus clientes. Dessa forma, foi realizada uma revisão das metodologias de crédito da instituição, destacando-se a possibilidade de habilitação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) através do Banco do Brasil, a partir do próximo semestre.
O programa é visto como uma das grandes possibilidades de garantia de segurança para as distribuições de crédito. Já o Banrisul, segundo Coutinho, promoveu um programa de repactuação ou prorrogação de contas que chega a R$ 4,5 bilhões e mais R$ 713 milhões voltados em títulos de crédito rural.
O Badesul, que detém 40% de seus clientes no agronegócio, e o Banrisul acreditam que a recuperação econômica virá do campo. A afirmação positiva é fomentada pelas condições econômicas do pós-pandemia, que já se apresentam hoje (juro baixo e câmbio mais elevado). "Cenário que tende a permanecer por um longo tempo", estima Coutinho.
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