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Turismo

- Publicada em 11h01min, 19/06/2020. Alterada em 11h32min, 19/06/2020.

Turismo brasileiro tem maior retração da série histórica em abril

Com uma grande frota de aviões parados, o setor de transporte aéreo amarga a maior queda no faturamento

Com uma grande frota de aviões parados, o setor de transporte aéreo amarga a maior queda no faturamento


JEFF SWENSEN/GETTY IMAGES/AFP/JC
O turismo brasileiro sofreu queda de 55,4% no faturamento de abril em relação ao mesmo período do ano passado. A retração foi a maior da série histórica - que agrupa os dados desde 2011. Além disso, foi o menor faturamento já registrado neste segmento, de apenas R$ 5,43 bilhões, com um prejuízo de R$ 6,76 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado.
O turismo brasileiro sofreu queda de 55,4% no faturamento de abril em relação ao mesmo período do ano passado. A retração foi a maior da série histórica - que agrupa os dados desde 2011. Além disso, foi o menor faturamento já registrado neste segmento, de apenas R$ 5,43 bilhões, com um prejuízo de R$ 6,76 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado.
As informações fazem parte de um levantamento realizado pelo Conselho de Turismo da Fecomercio/SP, levando em conta números divulgados pelo IBGE. Das seis atividades pesquisadas, cinco registraram baixa em seu faturamento real no comparativo anual.
As maiores retrações foram verificadas no setor de transporte aéreo (-79,2%), serviços de alojamento e alimentação (-65,6%) e atividades culturais, recreativas e esportivas (-48%). A única área pesquisada que apresentou aumento no faturamento em 2020 na comparação com 2019 foi a de transporte aquaviário (17,2%).
Levando-se em consideração que, já no fim de março, muitas viagens foram canceladas ou remarcadas em decorrência do início da quarentena, ao somar os meses de março e abril, o prejuízo chega a R$ 9,5 bilhões, queda de 38,9% no bimestre. No acumulado do ano, a retração até o mês de abril foi de 18,3%.
De acordo com Conselho de Turismo da Fecomercio/SP, não há expectativa de retomada do segmento em curto prazo: somente no último trimestre do ano pode haver um respiro. Mesmo assim, ao lidar com o vírus ainda em circulação e as rendas retraídas pela crise econômica, os consumidores estarão resistentes às viagens e se concentrarão nos gastos em serviços essenciais. O setor aéreo, por exemplo, já sinalizou que a expectativa para 2021 é de metade da demanda que havia antes da pandemia.
Àquelas empresas que precisarem de uma ajuda para minimizar os impactos e estejam registradas no Cadastur, a federação recomenda a utilização dos recursos disponibilizados ao Fundo Geral do Turismo (Fungetur). Ligado ao Ministério do Turismo, o fundo foi liberado por meio da Medida Provisória 963. Os prazos de carência para amortização são de 12 a 48 meses, com taxa de juros de 5% ao ano mais a taxa do INPC.
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