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Comércio

- Publicada em 03h18min, 17/06/2020. Alterada em 03h00min, 17/06/2020.

CNC calcula perdas de R$ 200 bilhões no varejo com a pandemia

Estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde a segunda quinzena de março até a primeira semana de junho.

Estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde a segunda quinzena de março até a primeira semana de junho.


LUIZA PRADO/CIDADES
A pandemia já fez o comércio varejista brasileiro acumular uma perda de R$ 200,71 bilhões, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde o início das medidas de isolamento social contra a disseminação da Covid-19, na segunda quinzena de março, até a primeira semana de junho.
A pandemia já fez o comércio varejista brasileiro acumular uma perda de R$ 200,71 bilhões, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde o início das medidas de isolamento social contra a disseminação da Covid-19, na segunda quinzena de março, até a primeira semana de junho.
"Essa perda corresponde ao varejo ampliado (que inclui as atividades de veículos e material de construção). Ela equivale a mais de um mês inteiro de vendas. Por mês, o varejo ampliado fatura cerca de R$ 190 bilhões", comparou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo. A CNC prevê uma retração recorde de 8,7% do volume de vendas do comércio varejista ao fim de 2020.
Para o conceito ampliado, o recuo esperado é de 10,1%, também o mais agudo da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio apurada pelo IBGE. "Esse cenário contempla a flexibilização contínua e gradual da quarentena. Caso a pandemia reacelere, as perdas serão maiores", alertou Bentes.
O número de transações no e-commerce brasileiro vem crescendo nos últimos meses, mas 62% dos consumidores brasileiros ainda preferem as compras presenciais a outras modalidades de consumo, tais como compras em websites (9%), por meio de aplicativos (5%), redes sociais (4%) etc. Os dados são de uma pesquisa da CNC conduzida em 2019.
"Assim, por mais que as estratégias adotadas pelo setor para compensar as restrições impostas ao fluxo de consumidores tenham surtido efeito, inegavelmente, a estrutura do varejo eletrônico quando do início da pandemia e, até mesmo a maior utilização desses canais após a chegada da Covid-19 no Brasil, não se desenvolveram o suficiente para anular as perdas no consumo presencial. De acordo com dados providos pela Receita Federal do Brasil, o faturamento real do e-commerce tem avançado de forma mais acelerada nos últimos meses. No comparativo anual, por exemplo, houve avanços de até 39% (maio de 2020 sobre maio de 2019)", apontou o estudo da CNC.
Em fevereiro de 2020, a média diária de transações no e-commerce no País era de, aproximadamente, 650 mil operações. Em março, o quantitativo diário médio subiu para 720 mil compras, avançando para 970 mil em abril e 1,2 milhão em maio.
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