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Varejo

- Publicada em 03h00min, 10/06/2020.

CNC projeta um 12 de junho amargo

Segmentos de vestuário, calçados e acessórios venderão 71,3% menos

Segmentos de vestuário, calçados e acessórios venderão 71,3% menos


FREDY VIEIRA/JC
A pandemia do coronavírus vai inibir a troca de presentes entre casais no Dia dos Namorados deste ano, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O varejo deve faturar R$ 937,8 milhões em vendas para a data comemorada em 12 de junho, o que representaria um tombo recorde de 43,1% em relação ao mesmo período de 2019, quando o volume vendido movimentou R$ 1,65 bilhão.
A pandemia do coronavírus vai inibir a troca de presentes entre casais no Dia dos Namorados deste ano, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O varejo deve faturar R$ 937,8 milhões em vendas para a data comemorada em 12 de junho, o que representaria um tombo recorde de 43,1% em relação ao mesmo período de 2019, quando o volume vendido movimentou R$ 1,65 bilhão.
As maiores perdas devem ocorrer nos segmentos do varejo considerados "não essenciais". As lojas de vestuário, calçados e acessórios venderão 71,3% menos do que no ano passado, enquanto os estabelecimentos especializados na venda de itens de informática e comunicação registrarão queda de 58,3%. O ramo de utilidades domésticas e eletroeletrônicos deve vender 55,8% menos.
O varejo venderá menos em todos os estados, com destaque para as quedas em São Paulo (-41,9%), Rio de Janeiro (-34,6%), Minas Gerais (-30,7%), Ceará (-65,3%), Amapá (-65,1%) e Pernambuco (-62,2%).
"Sendo um dos setores econômicos mais diretamente impactados pela pandemia de Covid-19, o comércio varejista sofre, neste momento, não só com as restrições à circulação de consumidores, mas também com a retração do nível geral de atividade e a deterioração das condições de consumo, tais como as quedas dos níveis de emprego, de renda e da confiança do consumidor. Nem mesmo a menor taxa básica de juros da história e o recuo da taxa de juros nas operações livres às pessoas físicas têm servido de estímulo à contratação de recursos para o consumo", escreveu o economista Fabio Bentes, da CNC, no estudo.
A CNC lembra que o Dia dos Namorados ocorrerá no início do processo de flexibilização da quarentena. A menor adesão ao isolamento social no início de junho deve fazer com que as vendas recuem menos do que no Dia das Mães deste ano, quando o volume vendido despencou 59,2%. O estudo cita dados da consultoria Inloco, mostrando que o índice de isolamento social no Brasil desceu ao menor patamar da quarentena na semana anterior ao Dia dos Namorados.

Pesquisa diz que 70% dos empresários esperam recuo nos negócios

Sete em cada 10 micro, pequenos e médios empresários dos setores do comércio e serviços no País esperam queda nas vendas do Dia dos Namorados na comparação com 2019, de acordo com pesquisa da Boa Vista. Entre os entrevistados, 86% acreditam em recuo dos gastos dos consumidores.

O levantamento ouviu 564 micro, pequenos e médios empresários do comércio e serviços de todas as regiões do Brasil entre os dias 18 e 28 de maio. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, com grau de confiança de 90%.

De acordo com a Boa Vista, os dados mostram que o clima de pessimismo em razão da crise econômica permanece. A empresa cita que, no Dia das Mães, 55% dos empresários esperavam vendas menores do que as de 2019, enquanto 93% estimavam contração nos gastos dos consumidores.

Mesmo com a expectativa de queda nas vendas, 65% dos empresários afirmaram agir para garantir quantidade suficiente de mercadorias para o Dia dos Namorados.

Entre as ações tomadas pelos empresários para garantir as vendas no Dia dos Namorados, duas novas iniciativas foram captadas pela pesquisa: 31% dos entrevistados afirmaram que devem investir em campanhas on-line e 22% disseram que vão conceder descontos em novos produtos. No Dia das Mães, essas ações não foram citadas.

No Dia dos Namorados, 41% dos empresários planejam estimular vendas nas redes sociais (contra 48% na data comemorativa anterior), enquanto 37% afirmaram que vão criar novas promoções (ante 33%) e 17% afirmaram que devem facilitar o prazo de pagamento (contra 29%).

De acordo com a Boa Vista, 89% dos empresários afirmaram que vão adotar ações para manutenção do negócio, contra 85% no Dia das Mães. Para 71%, a prioridade é cortar despesas extras. Metade dos entrevistados disse que está concentrada em conseguir novos clientes.

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